Venezuela apura mortes após ofensiva militar dos Estados Unidos
Foto: Ansa | Epa
A Venezuela informou nesta terça-feira (6) a designação de três procuradores para apurar as mortes ocorridas durante o ataque militar dos Estados Unidos ao país, ação que terminou com a captura do presidente Nicolas Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, na madrugada do último sábado (3).
“Nós nomeamos, pelo Ministério Público, três procuradores para investigar as dezenas de vítimas civis e militares inocentes que morreram em meio a este horrível crime de guerra, esta agressão sem precedentes contra a pátria venezuelana”, declarou Tarek William Saab, procurador-geral da Venezuela, em uma cerimônia oficial que também marcou o início de um novo mandato de cinco anos da Assembleia Nacional.
O governo venezuelano ainda não divulgou números oficiais de mortos ou feridos provocados pela ofensiva estadunidense.
Saab qualificou a operação como uma grave violação do direito internacional e afirmou que se tratou da primeira agressão militar direta de uma potência estrangeira contra o território venezuelano em mais de dois séculos.
Denúncia de sequestro internacional
No mesmo evento, o procurador criticou a detenção de Maduro nos Estados Unidos e pediu ao juiz Alvin Hellerstein, responsável pelo processo em Nova York, que reconheça a “absoluta falta de jurisdição” da Justiça norte-americana para julgar um chefe de Estado em exercício.
Além disso, Saab exigiu a libertação imediata do líder chavista e de sua esposa, apelando à comunidade internacional para condenar o que chamou de terrorismo de Estado. “Que cessem todas as violações dos direitos humanos cometidas contra o presidente, sua esposa e o povo venezuelano”, destacou.