Técnica Deep Plane Facelift se populariza entre cirurgiões plásticos em Salvador
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Uma nova era na cirurgia plástica facial está despontando globalmente — e Salvador acompanha esse avanço. A técnica que está transformando o rejuvenescimento facial chama-se Deep Plane Facelift, um lifting que atua em camadas profundas do rosto e proporciona resultados mais naturais e duradouros em comparação aos métodos tradicionais.
O cirurgião plástico Thomaz Menezes, recém-chegado de uma temporada de imersão internacional com os maiores especialistas da área, traz para a capital baiana novidades importantes sobre o procedimento.
Durante sua jornada, Thomaz passou por Nova York, onde teve a oportunidade de observar de perto o trabalho de renomados profissionais como David Rosenberg, Sam Rizk e Steven Levine. Em seguida, esteve em Saint Louis para se aprofundar ainda mais com Mike Nayak, uma das maiores autoridades mundiais na técnica.
Mas o que torna o Deep Plane Facelift tão especial a ponto de ser chamado de “novo padrão ouro” da cirurgia facial? Ao contrário dos liftings tradicionais, que tratam apenas a superfície da pele, essa abordagem atua em níveis mais profundos. Ao reposicionar estruturas internas, proporciona um rejuvenescimento completo e tridimensional, evitando o efeito artificial frequentemente associado a cirurgias mal executadas.
Um dos pontos mais elogiados da técnica é sua eficácia em regiões consideradas difíceis de tratar: a linha da mandíbula e o pescoço. Essas áreas, que nem sempre respondem bem a técnicas convencionais, ganham definição e firmeza, resultando em um visual mais descansado e natural, sem sinais óbvios de intervenção cirúrgica.
Indicações
O procedimento é recomendado, sobretudo, para pessoas entre 45 e 70 anos que apresentem flacidez acentuada, perda de volume facial e sulcos profundos. No entanto, também pode ser uma opção para pacientes mais jovens, com sinais precoces de flacidez e que não alcançaram bons resultados com métodos menos invasivos.
“O grande benefício do Deep Plane é que conseguimos um rejuvenescimento mais completo, com resultado natural, sem mudar a expressão e respeitando a identidade do paciente”, destaca o especialista.
Como funciona
O Deep Plane Facelift é realizado em centro cirúrgico, sob anestesia, e requer um nível elevado de habilidade técnica. O procedimento envolve o descolamento profundo da face, preservando a irrigação sanguínea da pele e permitindo o acesso à camada SMAS (sistema músculo-aponeurótico superficial) e suas estruturas vizinhas.
Essa técnica evita o excesso de tração sobre a pele, o que diminui o risco de complicações, como necrose, e favorece uma recuperação mais rápida. A cirurgia pode ser combinada a outros procedimentos, como blefaroplastia (cirurgia das pálpebras), lifting das sobrancelhas e enxertos de gordura (lipofilling).
Recuperação e efeitos
O período de recuperação exige entre 10 e 15 dias de repouso moderado, com retorno progressivo às atividades cotidianas. Nos primeiros dias, é comum o aparecimento de inchaços e hematomas, que tendem a desaparecer rapidamente. O resultado definitivo surge em torno de três meses e costuma rejuvenescer o paciente de 10 a 15 anos, além de retardar o envelhecimento futuro.
Riscos e cuidados
Embora considerado seguro, o Deep Plane Facelift deve ser executado apenas por cirurgiões experientes, pois exige amplo conhecimento da anatomia facial. Como em qualquer cirurgia, existem riscos como sangramentos, infecções, alterações de sensibilidade e pequenas assimetrias — minimizados quando há técnica apurada e planejamento detalhado.
“Não se trata de uma técnica simples. Exige preparo, estudo contínuo e domínio anatômico. Por isso, escolhi aprender com os melhores do mundo, para oferecer segurança e excelência aos meus pacientes”, declarou Thomaz Menezes, que também é referência em procedimentos corporais e mamários.
“O Deep Plane Facelift é o futuro, e ele já chegou a Salvador”, completou o cirurgião.