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Sugerida por Diego Castro, homenagem póstuma a Clezão acontece em 9 de abril na Assembleia Legislativa da Bahia

 Sugerida por Diego Castro, homenagem póstuma a Clezão acontece em 9 de abril na Assembleia Legislativa da Bahia

Foto: Divulgação

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A Assembleia Legislativa da Bahia já definiu a data da sessão que irá conceder, de forma póstuma, a Comenda 2 de Julho a Cleriston Pereira da Cunha. A cerimônia, proposta pelo deputado estadual Diego Castro (PL), está marcada para o dia 9 de abril, uma quinta-feira, às 15h, no plenário da Casa.

Para a solenidade, o parlamentar convidou nomes de destaque da direita no cenário nacional, como os deputados federais Nikolas Ferreira, Gustavo Gayer e Capitão Alden, além da médica Raissa Soares, que é pré-candidata a deputada federal pelo PL.

Natural de Ramalho, distrito do município de Feira da Mata, no Oeste baiano, Clezão construiu sua trajetória no Distrito Federal. Empresário, ele mantinha um comércio local e conciliava a rotina profissional “com a luta por melhorias para sua comunidade e pelo Brasil”, como justificou o deputado Diego Castro.

“Em 8 de janeiro de 2023, após um dia inteiro de trabalho, fechou sua loja às 16h e foi exercer o direito constitucional de se manifestar pacificamente em Brasília. Foi preso injustamente, sem ter cometido qualquer crime. Durante os mais de 10 meses em que permaneceu detido na Papuda, enfrentou uma série de violações de direitos humanos”, disse Diego Castro, que lembrou que Clezão era portador de comorbidades decorrentes da Covid-19.

“Dentro da prisão, foi privado do tratamento adequado: os remédios levados pela família chegavam com atrasos de até 40 dias, e ele ficou sem atendimento médico especializado. Em setembro de 2023, a Procuradoria-Geral da República solicitou sua soltura; porém, o ministro Alexandre de Moraes não despachou o pleito por cerca de dois meses e, no dia 20 de novembro de 2023, durante o banho de sol, Clezão sofreu uma sequência de mais de 15 paradas cardíacas”, criticou Diego.

“Cleriston Pereira da Cunha faleceu dentro da prisão, vítima da negligência do Estado e da injustiça de um sistema que ignorou seu direito à vida e à liberdade, mas seu nome e sua luta permanecerão na memória dos que acreditam em um Brasil livre e justo”, continuou.

Na avaliação do deputado, o caso “revela uma negligência das autoridades judiciais em sua forma mais cruel no que tange aos presos em razão do 8 de janeiro, afora as questões jurídicas e processuais: a falta de acompanhamento médico adequado, a demora em seus processos e a ausência de um devido tratamento digno para um ser humano, que deveria ser respeitado em sua dignidade, independentemente das acusações que recaíam sobre ele”.

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