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Sindicatos promovem manifestação em defesa do direito ao descanso e contra a jornada 6×1

 Sindicatos promovem manifestação em defesa do direito ao descanso e contra a jornada 6×1

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom

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Trabalhadores, aposentados, estudantes e ativistas participaram de manifestações em várias cidades do Brasil nesta sexta-feira, 1º de maio, data que marca o Dia Internacional do Trabalhador.

Segundo informações da Agência Brasil, entre as principais reivindicações, esteve o fim da jornada de seis dias consecutivos de trabalho com apenas um de descanso (escala 6×1), sem redução de salários. Em Brasília, o ato ocorreu no Eixão do Lazer, na Asa Sul.

A empregada doméstica Cleide Gomes, de 59 anos, esteve presente acompanhada do neto, de 5 anos, da nora e da mãe, de 80, para reivindicar direitos trabalhistas.

Atualmente com carteira assinada, Cleide relembrou o período em que atuava como feirante autônoma e auxiliar de serviços gerais, sem registro formal. Ela também destacou irregularidades enfrentadas por outras trabalhadoras da categoria.

“Conheço pessoas que, agora, estão no trabalho, pois o patrão fala que hoje não é feriado, mas ponto facultativo. As coitadas não vão receber hora extra porque não sabem de seus direitos.”

O ato unificado do 1º de Maio da Classe Trabalhadora foi organizado por sete centrais sindicais do Distrito Federal, reunindo apresentações culturais e discursos.

Os organizadores defendem que a redução da jornada não compromete a economia, como argumentam algumas empresas, e pode, inclusive, elevar a produtividade, sendo uma pauta ligada à justiça social e aos direitos dos trabalhadores.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal, Rodrigo Rodrigues, citou exemplos positivos da diminuição da jornada de trabalho e criticou o que chamou de “terrorismo” por parte de algumas empresas.

“O descanso é uma necessidade humana e apenas um dia de descanso coloca os trabalhadores em uma situação de desprezo e de desgaste muito grandes. Portanto, reduzir a jornada é uma [questão de] justiça social, é um direito do trabalhador ao seu tempo e é também uma medida inteligente das empresas que fazem porque elas aumentam a produtividade, ao contrário do que diz o terrorismo que está sendo pregado.”

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