14 de fevereiro de 2026
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Servidores do Judiciário baiano entram em greve geral por tempo indeterminado

 Servidores do Judiciário baiano entram em greve geral por tempo indeterminado

Foto: ASCOM SINPOJUD

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Os servidores do Poder Judiciário da Bahia deram início, nesta segunda-feira (12), a uma greve geral por tempo indeterminado. A paralisação, que abrange todas as comarcas do estado, foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada na última quarta-feira (7), no Ginásio dos Bancários, em Salvador.

De acordo com o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia (Sinpojud), a decisão de cruzar os braços está ligada a uma série de demandas acumuladas pela categoria, especialmente a urgência na aprovação e execução do novo Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV). O projeto está há mais de oito meses na Assembleia Legislativa da Bahia, aguardando o aval do governador Jerônimo Rodrigues para seguir para votação.

Instituído em 2008, o PCCV atualmente em vigor está defasado e já não corresponde às transformações nas funções exercidas pelos servidores do Judiciário no estado. Os trabalhadores pedem uma atualização do plano que valorize as carreiras, corrija distorções e traga critérios mais justos para progressão na carreira.

Outro ponto central da paralisação é a defasagem salarial. Segundo dados do DIEESE, as perdas acumuladas por conta da inflação ultrapassam os 53%, reflexo de quase dez anos sem reajuste. Essa realidade, segundo a categoria, compromete não apenas o bem-estar dos profissionais, como também a qualidade do serviço ofertado à população.

O Sinpojud também critica as atuais condições de trabalho em diversas comarcas, o número insuficiente de servidores efetivos e a falta de convocação dos aprovados no último concurso público. Além disso, o sindicato contesta a criação de 600 cargos comissionados sem concurso e a atuação de mais de 500 servidores cedidos por prefeituras em funções que deveriam ser ocupadas por concursados — uma denúncia já encaminhada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A paralisação segue os preceitos da Constituição Federal e da Lei nº 7.783/89, garantindo o funcionamento dos serviços considerados essenciais.

“O fortalecimento do Judiciário baiano passa, necessariamente, pela valorização dos seus servidores. Nosso compromisso é com a Justiça e com a sociedade. Pedimos o apoio da população para essa luta legítima, que busca um serviço público mais digno, eficiente e acessível a todos”, afirma o Comando de Greve do Sinpojud.

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