Samba como expressão de ancestralidade e resistência: Banjo Novo realiza edição especial no MUNCAB
Foto: Yuri Couto // Sobral Media
No próximo dia 9 de maio, sexta-feira, o Banjo Novo realiza uma edição especial no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), em um evento que une música, memória e a potência do povo preto. O encontro, que propõe uma verdadeira reconexão com as raízes de Salvador, será realizado no Centro Histórico da cidade, onde está localizado o museu — espaço dedicado à preservação e valorização da cultura afro-brasileira e da diáspora africana. Os ingressos estarão disponíveis a partir do meio-dia desta sexta-feira (25), pelo perfil @banjo_novo. É importante ficar atento, pois a capacidade é limitada, garantindo uma experiência mais íntima e respeitosa com o ambiente e com o espírito da proposta.
Para Samora Lopes, um dos fundadores do Banjo Novo, realizar o projeto no MUNCAB justamente em maio — mês que simboliza a abolição da escravidão no Brasil — é um ato de afirmação e visibilidade da cultura negra. “Ao contrário de um evento isolado, nós somos um movimento cultural profundo, dedicado a resgatar e celebrar a força de um povo que sabe transformar dor em beleza e exclusão em potência”, afirma. O museu, que passou recentemente por um processo de renovação e reinauguração, consolida-se como um espaço voltado ao diálogo, à valorização das artes e dos saberes afrodescendentes.
Sobre o Banjo Novo
O projeto se diferencia por seu formato inovador e acolhedor, promovendo um samba em versão acústica, no qual o banjo — instrumento criado para o samba de rua — e a percussão ganham protagonismo. A iniciativa acontece mensalmente, ou em datas especiais conforme o calendário cultural, e já chegou à sua 25ª edição. Em cada encontro, o samba permanece até que a vela — símbolo da vida e da energia ancestral — se apague. Os participantes, conhecidos como Banjeiros, costumam vestir branco como forma de reverência às tradições de matriz africana.