Safra de grãos na Bahia apresenta cenários distintos e expectativa de crescimento em 2025
Foto: Divulgação/Faeb
A safra de grãos na Bahia em 2025 tem mostrado comportamentos distintos entre as regiões do estado. Segundo Humberto Miranda, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), enquanto o Extremo Oeste experimenta um momento positivo, com perspectivas de recordes na produtividade da soja e do algodão, outras regiões como Irecê e o Sudoeste enfrentam desafios devido à escassez de chuvas, impactando negativamente a safra de milho e feijão.
De acordo com o dirigente, a previsão para a safra de grãos 2024/25 é de 13,2 milhões de toneladas, um crescimento de 6,2% em relação à safra anterior. A área de produção também deve aumentar em 4,5%, alcançando 3,95 milhões de hectares. A produtividade estimada para esta safra é de 3.339 kg/ha, representando um crescimento de 1,6% comparado ao período anterior. No entanto, Miranda alerta para os desafios climáticos que podem impactar a produção e destaca a importância do monitoramento meteorológico por parte dos produtores para mitigar possíveis adversidades.
“Apesar dos números favoráveis, em geral, os desafios climáticos, como secas, chuvas excessivas ou temperaturas extremas, podem impactar negativamente a produção, fazendo-se necessário um acompanhamento meteorológico, por parte dos produtores, para que estratégias possam combater essas possíveis adversidades climáticas. Além disso, fatores externos como preços de insumos, políticas agrícolas e condições de mercado também desempenham um papel importante na produção agropecuária do estado”, disse em entrevista ao solnascentenews.
Em relação às principais culturas de grãos no estado, a soja continua liderando a produção, com uma área cultivada de 2,13 milhões de hectares, um aumento de 7,9% em comparação à safra anterior. A previsão de produção é de 8,4 milhões de toneladas, representando um crescimento de 12,8% e correspondendo a 64% da produção total de grãos na Bahia. O clima favorável contribuiu para a antecipação do plantio e da colheita, com boas expectativas para a produtividade.
O algodão também se destaca, com uma ampliação na área plantada devido aos bons resultados obtidos na safra anterior “A redução das chuvas favoreceu o avanço do plantio do algodão, entretanto o plantio foi concluído com atraso em relação ao calendário fixado pelo órgão de defesa sanitária do estado. Há expectativa de aumento de área em relação à safra passada devido aos bons resultados alcançados, ritmo de expansão agrícola e à boa distribuição de chuvas neste início de safra. A produtividade deve manter-se próxima à da safra passada”, afirma Humberto.

“A safra de milho deve apresentar queda de 10,2%. Nas regiões centro-norte e sul do estado deve haver redução considerável, em virtude das adversidades climáticas. Apenas no oeste o clima foi favorável, com chuvas regulares, mantendo a produção em estado favorável”, explica o presidente.
No que diz respeito ao feijão, a semeadura foi concluída, com uma pequena redução na área plantada devido à substituição por cultivos como a mamona. Ele também afirma que no oeste do estado, o clima vem se apresentando favorável à cultura em grande parte do ciclo, especialmente no aspecto pluviométrico. As chuvas foram mais regulares e permitiram bom desenvolvimento das lavouras, que, até mesmo, já começaram a ser colhidas.