Redes Alvorada escolhe 65 afroempreendimentos para programa de fortalecimento em Salvador
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O programa Redes Alvorada, desenvolvido pelo Instituto Cultural Alvorada Bahia, finalizou a fase de seleção para sua quarta edição com um resultado significativo: aproximadamente 200 inscrições foram contabilizadas. Ao todo, 65 afroempreendimentos foram escolhidos para integrar a nova turma, mantendo a tradição de priorizar mulheres negras, mães solo e famílias monoparentais residentes em bairros periféricos de Salvador.
“O programa reafirma o compromisso do Instituto em criar oportunidades concretas de geração de renda, apostando na potência dos territórios e dos saberes negros”, afirma Vadinho França, presidente do Bloco Alvorada.
A aula de abertura está prevista para o dia 7 de maio, às 19h, e será ministrada pela publicitária Mirtes Santa Rosa. Com especialização em Comunicação Estratégica e gestão de marcas, Mirtes é sócia-diretora da Umbu Comunicação & Cultura. Durante o encontro, serão abordados o direcionamento metodológico do projeto e o empreendedorismo negro como ferramenta de autonomia e pertencimento. A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) também participará do momento que marca o início do ciclo formativo.
Formação e desenvolvimento
A iniciativa combina capacitação técnica com o fortalecimento da presença digital dos participantes. Os selecionados terão acesso a uma jornada que contempla 20 horas de oficinas em grupo e 80 horas de mentorias individuais, com conteúdos voltados para gestão, finanças e marketing digital.
Como parte da execução, 40 empreendimentos que alcançarem pelo menos 80% de frequência receberão kits tecnológicos, incluindo celular ou tablet, além de ferramentas de planejamento. O encerramento do ciclo está previsto para julho, com a realização de uma rodada de negócios voltada à comercialização e à ampliação da visibilidade dos produtos e serviços.
Essa etapa do Redes Alvorada tem como foco ampliar o fortalecimento do afroempreendedorismo e conta com o apoio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi).