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QUEM FOI NANINHA, HEIN!

 QUEM FOI NANINHA, HEIN!
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COLUNA WENSE

Por Marco Wense

 

“Da água para o vinho”, diz o ditado popular quando há uma mudança radical. É o que está acontecendo com Aldo Rebelo: de comunista, filiado ao PCdoB, passou a ser um simpatizante do bolsonarismo.

Rebelo, que pretende disputar o pleito presidencial de 2026 pelo Democracia Cristã (DC), já foi um empolgado admirador do lulopetismo. Era tido como representante-mor da esquerda brasileira.

O engraçado é que no programa de governo do agora neobolsonarista consta a “revalorização da democracia” e a “reconstrução da agenda de defesa nacional”.

Que coisa, hein! Revalorização da democracia defendendo uma anistia ampla, geral e irrestrita para os que atentaram contra o Estado Democrático de Direito, os que participaram da trama golpista de 8 de janeiro de 2023. O ex-comunista quer o perdão “para todos”, mais especificamente para o ex-presidente Bolsonaro.

Outro ponto é a “reconstrução da agenda de defesa nacional”. Que coisa, hein ! Rebelo esquece do filho número 3 de Bolsonaro, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que se sentia honrado quando o chamava de “pai do tarifaço”.

A mudança foi mesmo radical, da água para o vinho. “Um cara fantástico”, declarou o ex-presidente Bolsonaro em relação ao seu mais novo camarada.

Se o caro e atento leitor preferir uma conotação menos ideológica, pode substituir a palavra “camarada” por colega. Pelo andar da carruagem, amigo próximo.

Se quiser mudar o ditado popular da água para o vinho não tem problema. Tem um que se encaixa perfeitamente no comentário de hoje: Quem foi Naninha, hein!

PS- Rabelo já foi ministro da Coordenação Política no primeiro governo de Lula, presidente da Câmara dos Deputados e ministro do Esporte, da Ciência e Tecnologia do governo Dilma Rousseff.

 

 

Por Marco Wense

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