Programa Avança Chapada promove segunda rodada de escuta entre 24 e 27 de agosto
Foto: Prefeitura de Piatã
Entre os dias 24 e 27 de agosto, o Programa Avança Chapada avança para uma nova fase de construção de uma agenda voltada ao desenvolvimento produtivo sustentável da Chapada Diamantina. Nesse período, será realizado o segundo ciclo de oficinas, que reunirá empresários, produtores locais, lideranças e representantes das cadeias produtivas do território.
A nova etapa terá como objetivo estabelecer, de forma conjunta, quais propostas são consideradas prioritárias para a região. Para isso, serão utilizados como base os resultados da primeira rodada de oficinas e das entrevistas individuais realizadas nos meses de junho e julho.
Os encontros serão promovidos em quatro municípios estrategicamente distribuídos pela Chapada Diamantina, com a finalidade de reunir representantes dos 24 municípios que integram o território. A programação começa por Mucugê, em 24 de agosto, passa por Piatã, no dia 25, Seabra, no dia 26, e termina em Morro do Chapéu, no dia 27.
Após as oficinas, as ações consideradas prioritárias passarão por detalhamento técnico e serão submetidas à validação do Comitê Gestor. O material deverá contribuir para a elaboração da Agenda Produtiva da Chapada Diamantina, que será construída em parceria com as instituições envolvidas e tem lançamento previsto para janeiro de 2027.
O Programa Avança Chapada é desenvolvido pelo Sistema FIEB, por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), com recursos da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A iniciativa também conta com a participação de outras 13 instituições parceiras, que contribuem com diferentes conhecimentos e perspectivas para a elaboração de uma agenda integrada de desenvolvimento produtivo sustentável para a Chapada Diamantina.
Desafios mais urgentes
A primeira etapa de escuta contou com a participação de mais de 100 empresários, lideranças e representantes de associações e cooperativas. As atividades foram realizadas de maneira dinâmica e interativa, organizadas em mesas temáticas sobre Acesso a crédito, Acesso a mercado, Infraestrutura, Insumos e fornecedores locais, Associativismo, Desenvolvimento humano, Inovação e serviços técnicos e tecnológicos, além de Sustentabilidade.
Paralelamente às oficinas, foram conduzidas 85 entrevistas individuais com foco nos mesmos temas. A iniciativa buscou identificar os principais obstáculos enfrentados na região e levantar possíveis medidas para enfrentá-los.
Com o início da segunda fase, os participantes terão novamente a oportunidade de contribuir para o aprimoramento das ações identificadas nas primeiras atividades. A intenção é definir quais propostas devem receber prioridade e, a partir do diagnóstico já realizado, elaborar coletivamente iniciativas que possam ser articuladas entre as instituições parceiras e os diferentes segmentos produtivos.
“Foram mais de dois meses de escuta no território, entre oficinas e entrevistas, reunindo a contribuição de quase 200 pessoas sobre os principais desafios da região e as propostas de ações para solucioná-los. Agora, avançamos para uma etapa fundamental, que é a priorização coletiva dessas propostas e a construção de caminhos para que essas ações sejam efetivamente articuladas e implementadas”, afirma a gerente de Negócios do IEL, representando a FIEB, Sandra Pasta.
Potencial econômico
Entre os principais desafios apontados durante a primeira etapa estão a permanência dos jovens no campo, a formação e contratação de mão de obra qualificada e a criação de condições para que os empreendimentos possam crescer sem enfrentar limitações relacionadas à infraestrutura ou ao acesso ao crédito.
A Chapada Diamantina possui potencial econômico em áreas como turismo, agropecuária e novos negócios que vêm se estabelecendo no território. No entanto, o diagnóstico elaborado a partir das oficinas indica que dificuldades semelhantes ainda são encontradas em diferentes municípios.
Entre os problemas destacados estão a baixa adesão ao associativismo, a pouca oferta de fornecedores locais, a falta de assistência técnica, deficiências na infraestrutura, dificuldades para obter crédito e entraves relacionados à logística.