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Primavera pode intensificar sintomas de alergias; saiba como se proteger

 Primavera pode intensificar sintomas de alergias; saiba como se proteger

Foto: Roman Samborskyi/ Shutterstock

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Embora seja conhecida pelas temperaturas agradáveis e pela renovação da natureza, a primavera também pode aumentar o desconforto de pessoas que sofrem com alergias respiratórias. Conforme a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), a maior floração e a concentração elevada de pólen no ar podem intensificar manifestações como espirros recorrentes, coriza, coceira nos olhos e no nariz, além de congestão nasal.

O pólen está entre os principais responsáveis pelas alergias sazonais. No entanto, indivíduos que já possuem sensibilidade podem apresentar reações causadas ou agravadas por alérgenos presentes no ambiente durante todo o ano. O médico de família e comunidade Leonardo Abreu, da Amparo Saúde, empresa de Atenção Primária do Grupo Sabin, explica que os ácaros encontrados na poeira doméstica também podem provocar sintomas contínuos ou intensificar os sinais em pessoas sensibilizadas.

Para reduzir a exposição a esses agentes, a ASBAI orienta a adoção de medidas de controle ambiental. Entre as recomendações estão manter os espaços higienizados, evitar o acúmulo de poeira e garantir uma boa ventilação dos ambientes.

Entretanto, se os sintomas surgirem ou se agravarem durante a primavera, o especialista destaca a necessidade de buscar atendimento médico. A avaliação profissional é importante para identificar os possíveis fatores desencadeantes das reações alérgicas.

Quando necessário, a investigação pode incluir exames laboratoriais destinados a verificar a presença de anticorpos associados às respostas alérgicas, como a dosagem de imunoglobulina E (IgE) total. “De todo modo, os resultados não devem ser interpretados isoladamente, já que precisam ser associados à avaliação clínica. A investigação deve considerar os sintomas, o histórico do paciente e a exposição a possíveis alérgenos”, alerta o médico.

Outro exame disponível é a dosagem de IgE específica, que identifica anticorpos direcionados a determinadas proteínas, frutas e grãos, entre outros elementos. Os painéis de alérgenos, por sua vez, analisam 112 componentes alergênicos. Já o diagnóstico molecular por componentes (CRD) permite identificar a molécula, ou proteína, responsável pela alergia e distinguir a reação de possíveis respostas cruzadas.

O médico também chama atenção para o uso frequente de medicamentos apenas para aliviar os sintomas, sem investigar a origem do problema. “Muitos pacientes que vivem com esses sintomas acabam utilizando frequentemente medicações para aliviar momentaneamente o incômodo, sem chegar à causa real. Por isso, para quem costuma apresentar sintomas nessa época do ano, observar quando e em quais ambientes eles aparecem pode ajudar a entender melhor o próprio quadro e, com isso, adotar medidas de prevenção mais direcionadas”, completa.

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