Polícia Federal deflagra nova fase da Operação Overclean
Em ação conjunta com a CGU e a Receita Federal, PF cumpre mandados na Bahia e no Rio de Janeiro
Salvador/BA. A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB), deflagrou, nesta quinta-feira (16/10), a sétima fase da Operação Overclean, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Ao todo, foram cumpridos 6 mandados de busca e apreensão, 01 medida cautelar de afastamento de agente público do cargo e o sequestro de valores obtidos de forma ilícita, nas cidades de Salvador (BA), Riacho de Santana (BA), Wenceslau Guimaraes (BA) e Arraial do Cabo (RJ). As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.
Comunicação Social PF
Nós Sol Nascente News preparamos um resumo da operção e os citados até aqui :
A Operação Overclean é uma ação da Polícia Federal (PF), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal, que investiga um esquema bilionário de fraudes em licitações, desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro. O foco principal é o direcionamento de recursos públicos para empresas ligadas a políticos e administrações municipais, por meio de contratos superfaturados e empresas de fachada.
📅 Cronologia das fases da operação
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1ª fase (dezembro de 2024): Prisão do empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, apontado como líder do esquema. A operação revelou fraudes em licitações e desvios de recursos públicos.
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5ª fase (julho de 2025): Bloqueio de R$ 85,7 milhões em bens de pessoas físicas e jurídicas investigadas. Prefeitos e vereadores da Bahia foram alvos, incluindo familiares do deputado federal Elmar Nascimento (União-BA).
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6ª fase (14 de outubro de 2025): Cumprimento de oito mandados de busca e apreensão, uma medida cautelar e sequestro de valores obtidos de forma criminosa em Salvador (BA), Amargosa (BA) e Brasília (DF). O deputado federal Dal Barreto (União-BA) foi abordado no Aeroporto de Salvador e teve seu celular apreendido.

🔍 Principais alvos e envolvidos
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José Marcos de Moura (“Rei do Lixo”): Empresário baiano preso na 1ª fase, acusado de liderar o esquema de fraudes e desvios.
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Dal Barreto (União-BA): Deputado federal alvo da 6ª fase, teve seu celular apreendido pela PF.
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Elmar Nascimento (União-BA): Deputado federal, familiares foram alvos na 5ª fase; investigações apontam envolvimento em fraudes e desvios.
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Félix Mendonça Júnior (PDT-BA): Deputado federal, investigado por ligação com prefeitos afastados e envolvimento em fraudes.
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Alex Parente: Empresário, dono de aeronave usada para transportar parlamentares baianos, incluindo Félix Mendonça Júnior; R$ 1,5 milhão em espécie foram encontrados em uma de suas aeronaves.
⚖️ Possíveis crimes investigados
Os envolvidos podem responder por:
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Organização criminosa
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Corrupção ativa e passiva
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Peculato
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Fraude em licitações e contratos administrativos
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Lavagem de dinheiro
💰 Estimativa de danos

O esquema investigado pela operação é estimado em cerca de R$ 1,4 bilhão desviados por meio de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos.
Operação Overclean: Avanços e Implicações na Bahia
A Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2024, continua a revelar um esquema de corrupção e desvios de recursos públicos que impacta diretamente a Bahia. Com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal, a operação já cumpriu diversas fases, atingindo políticos e empresários envolvidos em fraudes licitatórias e desvio de emendas parlamentares.
Na sexta fase, realizada em 14 de outubro de 2025, a PF abordou o deputado federal Dal Barreto (União-BA) no Aeroporto de Salvador, apreendendo seu celular e cumprindo mandados de busca e apreensão em Salvador, Amargosa e Brasília. A operação também identificou outros envolvidos, como empresários e familiares de políticos, ampliando o alcance das investigações.
O esquema investigado é estimado em R$ 1,4 bilhão, com recursos direcionados para empresas de fachada e contratos superfaturados. Os crimes atribuídos aos envolvidos incluem organização criminosa, corrupção, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
A continuidade da Operação Overclean é essencial para assegurar a transparência na gestão pública e responsabilizar aqueles que desviam recursos destinados ao bem-estar da população. A sociedade acompanha atentamente os desdobramentos, aguardando que a justiça seja plenamente feita.