Plano de reestruturação com venda de imóveis e cortes é aprovado pelos Correios
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Os Correios aprovaram um pacote de medidas para reorganizar suas finanças e enfrentar a crise que vem acumulando perdas desde 2022. Entre as ações previstas está a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões, que deve ser concluído até o final de novembro, além da venda de imóveis e outros bens da estatal, estimada em gerar cerca de R$ 1,5 bilhão.
A companhia também avalia possibilidades de fusão ou aquisição envolvendo outras empresas do setor, embora não tenha divulgado quais tratativas estão em análise. Outra iniciativa importante é a revisão da rede de atendimento: até mil agências com desempenho negativo podem ser fechadas ou passar por mudanças. Atualmente, de acordo com um relatório de 2024, aproximadamente 85% das cerca de 10 mil unidades operam no vermelho. As informações são da Folha de S. Paulo.
O plano de reestruturação inclui ainda cortes relacionados a pessoal, que correspondem a 72% das despesas totais da empresa. Os Correios estudam alterações no plano de saúde e a implementação de um programa de demissão voluntária, que pode resultar no desligamento de até 10 mil empregados.
Mesmo registrando um prejuízo de R$ 4,4 bilhões apenas no primeiro semestre deste ano, a estatal afirma que seguirá priorizando os serviços postais universais, considerados essenciais para garantir a integração nacional. O objetivo é reduzir o déficit até 2026 e voltar a obter lucro a partir de 2027, com a modernização da infraestrutura e a regularização dos pagamentos a fornecedores.