Petrobras registra recorde na exportação de gás produzido no Campo de Búzios
Foto: Andre Ribeiro/Agência Petrobras
O campo de Búzios, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, alcançou novos recordes na exportação de gás natural durante agosto. A informação foi divulgada pela Petrobras nesta quarta-feira (26).
A média diária de gás natural exportado ao longo do mês ultrapassou 10 milhões de metros cúbicos (m³/d). Até então, o maior volume mensal havia sido registrado em março de 2026, quando a média chegou a 9,1 milhões de m³/d.
Situado a aproximadamente 180 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro, o campo está em uma região de águas ultraprofundas, com cerca de 2,1 mil metros de profundidade.
De acordo com a Petrobras, além do recorde mensal, Búzios também atingiu uma nova marca na exportação diária. No dia 6 de agosto, foram registrados 14,1 milhões de m³/d, superando o recorde anterior, de 13,9 milhões de m³/d, alcançado em julho.
Segundo a companhia, o aumento da capacidade não está relacionado à instalação de novos sistemas de produção, mas ao aprimoramento das unidades que já estão em funcionamento.
Entre as medidas adotadas está a modernização das plantas de processamento de gás das plataformas P-74, P-75, P-76 e P-77. O trabalho inclui a troca das membranas responsáveis pela retirada do dióxido de carbono (CO₂).
Iniciado em 2025, o projeto ampliou a capacidade de exportação de cada uma dessas plataformas de aproximadamente 1,5 milhão para 3 milhões de m³/d. A expectativa é que os volumes possam crescer ainda mais após a conclusão de ajustes adicionais nos processos. A FPSO Almirante Barroso também participa dos resultados obtidos.
“A expansão da capacidade de exportação de gás continuará nos próximos anos, com a entrada em operação dos sistemas previstos para as plataformas P-78 e P-79 até 2027. Ao final do desenvolvimento do campo, das 12 plataformas planejadas, oito contarão com capacidade de exportação de gás, incluindo a unidade Búzios 12, com início de operação previsto para 2032 e capacidade estimada de 5,5 milhões de m³/d”, informou a Petrobras, em nota.