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Outubro Rosa: Bahia pode registrar 4,4 mil novos casos de câncer de mama em 2026

 Outubro Rosa: Bahia pode registrar 4,4 mil novos casos de câncer de mama em 2026

Foto: Magnific (Imagem gerada por IA)

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O câncer de mama é o tipo de tumor mais frequente entre as mulheres em todas as regiões do Brasil. Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o país deve contabilizar 78.610 novos diagnósticos da doença em 2026. Na Bahia, são esperados 4.480 novos casos, dos quais 1.340 devem ocorrer em Salvador. O Outubro Rosa, campanha internacional de conscientização sobre o câncer de mama, reforça a importância do acesso à informação, da prevenção, do diagnóstico precoce, do autocuidado e da adoção de hábitos saudáveis.

“A informação é uma grande aliada na prevenção e no combate ao câncer de mama, um tumor que tem 95% de chance de cura quando diagnosticado precocemente e tratado adequadamente”, destaca o oncologista Daniel Brito, da Oncoclínicas.

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), em parceria com o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), recomendam a realização anual de mamografia para mulheres dos 40 aos 74 anos como estratégia de rastreamento da doença.

“A mamografia é capaz de detectar lesões muito iniciais e nódulos que ainda não são palpáveis, permitindo que o câncer de mama seja diagnosticado em fases mais precoces, quando as chances de cura são maiores. Por isso, é um exame essencial para o rastreamento da doença”, afirma a oncologista Luciana Landeiro, da Oncoclínicas.

“Começar a fazer a mamografia anual aos 40 anos contribui para reduzir a mortalidade por câncer de mama”, reforça o oncologista Daniela Barros, da Oncoclínicas. Segundo consenso da FEBRASGO, SBM e CBR, o rastreamento aos 40 anos reduz em 25% a mortalidade em 10 anos.

Para mulheres que possuem histórico familiar de câncer de mama, o momento adequado para iniciar o rastreamento e a frequência dos exames devem ser definidos individualmente por um médico, considerando os fatores de risco e o histórico familiar. “Apesar da hereditariedade ser um dos fatores de risco para casos de câncer, a genética familiar representa um percentual relativamente baixo de todos os diagnósticos da doença”, afirma o oncologista Bruno Protásio, da Oncoclínicas. Entre 5 e 10% dos casos de câncer são atribuídos a fatores hereditários, quando uma mutação genética transmitida de geração para geração aumenta as chances de uma pessoa desenvolver a doença.

Além do acompanhamento médico e dos exames de rastreamento, a adoção de hábitos saudáveis também contribui para a prevenção do câncer de mama. “A exposição a fatores de risco como tabagismo, sedentarismo, obesidade, sobrepeso, consumo excessivo de bebida alcoólica e consumo regular de alimentos ultraprocessados favorece o desenvolvimento de diversos tipos de câncer ”, explica a oncologista , Camila Chiodi, da Oncoclínicas.

De acordo com o INCA e o World Cancer Research Fund (WCRF), até metade dos casos de câncer poderia ser evitada por meio da adoção de um estilo de vida saudável. “Ajustar hábitos modificáveis é uma forma de prevenção de inúmeras doenças, inclusive do câncer. Isso inclui ter atividade física regular, manter-se no peso adequado, ter alimentação equilibrada, não fumar, evitar alimentos ultraprocessados, limitar o consumo de carne vermelha e de bebidas alcoólicas”, finaliza a oncologista Hamanda Nery, da Oncoclínicas.

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