15 de fevereiro de 2026
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Mulher é detida acusada de planejar o assassinato do irmão e do cunhado

 Mulher é detida acusada de planejar o assassinato do irmão e do cunhado

Foto: Reprodução | Redes Sociais

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu uma mulher acusada de planejar o assassinato do próprio irmão e do cunhado com o objetivo de ficar com um seguro de vida no valor de R$ 380 mil e um patrimônio estimado em cerca de R$ 1 milhão. O caso ocorreu em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, e veio à tona após as investigações apontarem indícios de envenenamento.

As vítimas, Everaldo Gregório de Souza, de 60 anos, e o norte-americano Thomas Stephen Lydon, de 65, mantinham um relacionamento há cerca de 30 anos. Ambos morreram em junho deste ano, e, inicialmente, as mortes foram tratadas como naturais. Thomas teria falecido em decorrência de um câncer de pele, enquanto Everaldo teria morrido após um suposto coma alcoólico.

Família desconfiou das circunstâncias das mortes

Cerca de um mês depois, familiares começaram a levantar suspeitas sobre o caso, afirmando que não foram informados sobre nenhuma internação ou sequer sobre os sepultamentos.

Com base nessas desconfianças, os corpos foram exumados, e exames periciais confirmaram a presença de fenobarbital, um medicamento controlado que, em doses elevadas, pode causar intoxicação e levar à morte.

Beneficiária e fraudes documentais

De acordo com a PCMG, a irmã de Everaldo — cujo nome não foi divulgado – havia sido incluída como beneficiária vitalícia dos bens do irmão cerca de um mês antes das mortes. Um amigo do casal também foi detido, suspeito de envolvimento no crime e de falsificação de documentos para obter vantagens financeiras.

Durante as buscas, os investigadores apreenderam receitas médicas e carimbos falsificados, além de procurações suspeitas e tentativas de transferir o imóvel das vítimas para outras pessoas. Uma das procurações dava ao cúmplice poderes para representar Everaldo, o que teria impedido a família de acessar os prontuários médicos.

Justiça bloqueia bens

Com o avanço das apurações, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,5 milhão em ativos financeiros e a restrição de veículos registrados em nome dos suspeitos, como medida para tentar recuperar o patrimônio obtido de forma fraudulenta.

A Polícia Civil continua investigando o caso para verificar se outras pessoas participaram do esquema e se houve planejamento prévio ou tentativa de ocultar provas após as mortes.

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