Mudança no perfil dos investidores reforça papel dos imóveis como patrimônio
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Uma nova perspectiva sobre o investimento no setor imobiliário passa a enxergar o imóvel como um patrimônio capaz de acompanhar diferentes fases da vida. Nessa abordagem, a compra pode reunir estratégias de diversificação patrimonial, geração de renda e utilização pessoal ou familiar, ampliando as possibilidades de aproveitamento do bem ao longo dos anos.
Nesse modelo, o imóvel deixa de ter necessariamente uma única função. Um apartamento, por exemplo, pode ser utilizado por um filho durante a faculdade e, posteriormente, passar a ser alugado por longa duração ou por temporada. Em outra etapa, também pode se transformar em residência do próprio proprietário. Dessa forma, a versatilidade passa a integrar a estratégia de investimento.
Para Carlos Andrade, fundador e diretor da Capa Concepts, essa perspectiva amplia a maneira de enxergar o produto imobiliário. “É um investidor que não olha para o imóvel apenas pensando na revenda. Ele pensa em diversificação e proteção patrimonial, mas também nas possibilidades de uso que aquele imóvel pode oferecer ao longo do tempo. Essa visão mais ampla também muda a forma como o produto precisa ser pensado desde sua concepção, considerando diferentes possibilidades para o futuro”, afirma.
Essa lógica também influencia a maneira como os empreendimentos são planejados. Ao considerar diferentes formas de utilização, aspectos como localização, distribuição dos ambientes, praticidade e potencial de locação passam a fazer parte da avaliação do imóvel. A proposta é preservar a funcionalidade do patrimônio mesmo quando a rotina ou as necessidades do proprietário mudam.
Nesse contexto, a localização tem papel importante na versatilidade do bem. Na Graça, em Salvador, o conceito de andabilidade, associado à facilidade de chegar a serviços, estabelecimentos comerciais, opções gastronômicas e outras atividades do dia a dia caminhando, reforça a conexão entre o imóvel e a região onde está inserido.
Essa característica está presente na proposta de empreendimentos como o Blue Graça, desenvolvido pela Capa Concepts em parceria com a Costa Andrade. O projeto considera a integração com o bairro como parte da experiência de utilização do imóvel. Assim, o endereço também se torna um componente da estratégia patrimonial, já que uma região com ampla oferta de serviços pode atender tanto ao uso residencial quanto ao mercado de locação.
A relação entre localização e diversidade de utilização também pode ser observada em experiências fora do Brasil. Em Portugal, onde a Capa Concepts atua e já realizou projetos como o Ribeira d’Ilhas, existem unidades destinadas exclusivamente à locação por temporada, outras voltadas para contratos de longa duração e imóveis utilizados pelos próprios proprietários em determinados períodos e alugados em outros.
Esses diferentes formatos mostram que um mesmo patrimônio pode desempenhar funções variadas de acordo com as necessidades de cada proprietário, mantendo, ao mesmo tempo, sua característica de investimento.
É nesse contexto que surge o conceito de imóvel híbrido, voltado à combinação entre investimento, geração de renda e utilização pessoal ou familiar. Nessa perspectiva, o imóvel não é limitado a uma finalidade específica, mas pensado para acompanhar diferentes momentos da vida e estratégias de seu proprietário.
“Quando pensamos um produto dessa forma, não estamos olhando apenas para o momento da compra. Estamos pensando em como aquele imóvel pode continuar fazendo sentido para o proprietário ao longo dos anos, seja como fonte de renda ou para uso próprio”, conclui o fundador e diretor da Capa Concepts.