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Mestre King é homenageado no Dia Municipal da Dança Afro

 Mestre King é homenageado no Dia Municipal da Dança Afro

Foto: Divulgação

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A Silvestre Associação Cultural, no Centro Histórico de Salvador, será palco de uma grande celebração no dia 12 de outubro, em homenagem ao Mestre King, ícone da dança afro-brasileira e referência fundamental para a cultura e a arte do povo negro. A atividade marca o Dia Municipal da Dança Afro, instituído em reconhecimento à sua trajetória e contribuição histórica.

A programação inicia às 9h e reúne nomes expressivos da dança e da cultura afro-baiana. O público poderá participar de uma oficina de Dança Afro ministrada por mestres e professores como Tati Campêlo, Amilton Lino, Clyde Morgan, Dudé Conceição, Denilson Oluwafemi, Elisio Pitta, José Ricardo e Nildinha Fonseca – artistas que seguem disseminando o legado de King, promovendo a valorização das matrizes africanas e a formação de novas gerações de dançarinos e pesquisadores.

O evento também contará com uma mesa coletiva de conversa, reunindo Gilberto Bahia, Paco Gomes, Silvio Humberto e Olívia Santana. O encontro será um momento de partilha e reflexão sobre a importância de Mestre King na construção de uma estética negra na dança, seu papel na educação e na luta pela afirmação das identidades afro-brasileiras.

Para Maria Cláudia Dias, coordenadora do projeto, a data representa um marco de resistência e reconhecimento: “A importância do 12 de outubro para Mestre King é, primeiro, a luta e resistência de nós, corpos pretos, da dança afro da cidade de Salvador – que se expande para o Brasil e para o mundo, porque ele é o mestre de todos nós. Se hoje vivemos, trabalhamos, pesquisamos e fazemos mestrado ou doutorado pela dança afro-brasileira, é por conta dele, do Mestre Raimundo Bispo dos Santos, o Mestre King. Foi ele que criou, que colocou, que disseminou.

O 12 de outubro vem nessa referência – é o projeto do vereador Silvio Humberto, aprovado na Câmara Municipal de Salvador, que instituiu a data como o Dia Municipal da Dança Afro, em homenagem ao Mestre King. E, além disso, é o aniversário dele.

É uma data fixa no calendário da cidade, uma homenagem a Raimundo Bispo dos Santos. Como é o nosso legado – meu, seu, nosso, de todos e todas -, temos que reverenciar os nossos. Não podemos deixar cair no apagamento. Estamos aqui porque somos cria dessa existência, desse caminhar e dessa ancestralidade. Celebrar o 12 de outubro é agradecer. Adupé, Mestre King, por estarmos hoje vivendo, celebrando e reverberando a dança afro-brasileira.”

Mais do que uma homenagem, o evento reafirma a ancestralidade, a tradição e a resistência cultural que Mestre King simboliza. Seu legado permanece vivo nas rodas, nos corpos e nos palcos que ecoam a força da dança afro como instrumento de libertação e consciência coletiva.

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