MC Poze do Rodo declara envolvimento com o Comando Vermelho
Foto: Divulgação
O cantor Marlon Brendon Coelho Couto Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, admitiu ter ligação com o Comando Vermelho (CV). A informação foi revelada por ele mesmo a agentes penitenciários durante a triagem realizada logo após sua detenção, conforme divulgado pela coluna de Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles.
Essa declaração foi registrada em um prontuário de entrada no sistema prisional do Rio de Janeiro. O documento, preenchido no momento em que o funkeiro deu entrada na Penitenciária Dr. Serrano Neves (Bangu 3A), indica a opção “CV” marcada com um “X” no campo “ideologia declarada”, referência direta ao grupo criminoso que domina grande parte das comunidades cariocas.
A ficha de custódia também informa que a prisão do artista é de natureza temporária, com duração inicial de 90 dias. O mesmo documento aponta que MC Poze do Rodo não concluiu o ensino médio.
A unidade prisional Bangu 3A é considerada, nos bastidores do sistema penitenciário, como uma das alas sob influência do Comando Vermelho. Por esse motivo, a alocação do cantor foi feita de acordo com o protocolo da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Segundo o órgão, é procedimento padrão questionar detentos recém-chegados sobre possíveis vínculos com facções, com o objetivo de evitar conflitos entre grupos rivais dentro das penitenciárias.
Prisão de MC Poze
MC Poze do Rodo foi preso na manhã da última quinta-feira (29), por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ). A prisão ocorreu em sua residência, localizada no bairro Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste da capital fluminense.
De acordo com a Polícia Civil, o cantor é alvo de investigação por apologia ao crime e por possíveis ligações com a facção Comando Vermelho.
O inquérito indica que MC Poze costuma realizar apresentações em regiões controladas pelo CV, onde traficantes armados com fuzis e outras armas de grosso calibre garantem a segurança tanto do artista quanto dos eventos.
Ainda segundo as autoridades, as letras de suas músicas fazem apologia ao tráfico de drogas, ao porte ilegal de armas e incentivam confrontos entre organizações criminosas, o que pode levar a mortes de inocentes.
Em nota, a Polícia Civil declarou que “esses eventos são estrategicamente utilizados pela facção para aumentar seus lucros com a venda de entorpecentes, revertendo os recursos para a aquisição de mais drogas, armas de fogo e outros equipamentos necessários à prática de crimes”.