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Lula se reúne em Nova York nesta quarta em ato pela democracia ao lado de líderes mundiais

 Lula se reúne em Nova York nesta quarta em ato pela democracia ao lado de líderes mundiais

Foto: Mike Seggar/Reuters

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta quarta-feira (24) de um encontro com os líderes do Chile, Colômbia, Espanha e Uruguai, em Nova York, para debater a defesa da democracia e o enfrentamento ao extremismo. A reunião acontece paralelamente à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Na pauta, estão discussões sobre o fortalecimento da democracia e do multilateralismo, além da busca por estratégias contra o extremismo, a propagação de desinformação e o discurso de ódio. A previsão é de que representantes de cerca de 30 países estejam presentes.

Diferente do ano passado, quando os Estados Unidos participaram da primeira edição do fórum durante o governo de Joe Biden, desta vez o país não foi convidado. De acordo com assessores de Lula, os organizadores não cogitaram incluir os EUA, e o governo de Donald Trump também não demonstrou interesse, segundo informações do G1.

O evento é uma iniciativa conjunta de Lula e dos presidentes Gabriel Boric (Chile), Pedro Sánchez (Espanha), Gustavo Petro (Colômbia) e Yamandú Orsi (Uruguai). Todos eles estão em Nova York para a 80ª Assembleia Geral da ONU, que teve início na terça-feira (23) com o discurso de abertura feito por Lula.

Na mesma ocasião, Trump discursou em seguida ao brasileiro. O presidente norte-americano afirmou que teve um breve encontro com Lula antes de subir ao púlpito e que os dois acertaram uma reunião para a próxima semana, a ser realizada por telefone ou videoconferência.

Trump comentou sobre a impressão que teve do petista: relatou uma “química excelente” entre os dois. “Ele parece um cara muito legal, ele gosta de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócios com gente de quem eu gosto. Por 39 segundos, nós tivemos uma ótima química, e isso é um bom sinal”, disse.

Apesar do tom amigável, diplomatas brasileiros tratam o possível diálogo com cautela. A orientação do Itamaraty é organizar o encontro em detalhes para evitar situações embaraçosas já vividas por outros chefes de Estado em reuniões anteriores com Trump, como o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

Esta é a primeira vez que Lula viaja aos Estados Unidos desde a posse de Trump, em janeiro. A visita ocorre em um momento de tensão nas relações bilaterais, marcado pela maior crise diplomática das últimas décadas, após a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros em resposta à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na ONU, Lula afirmou que a democracia e a soberania brasileiras são “inegociáveis” e classificou como “inaceitável” qualquer agressão ao Judiciário. O petista também condenou “falsos patriotas” e rejeitou a possibilidade de anistia a quem ataca a democracia

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