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Lula e Merz se posicionam contra conflitos no Oriente Médio e pressões sobre Cuba

 Lula e Merz se posicionam contra conflitos no Oriente Médio e pressões sobre Cuba

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu, nesta segunda-feira (20), em Hannover, na Alemanha, com o chanceler federal Friedrich Merz. Este foi o terceiro encontro entre os dois desde 2023. Durante a agenda no país europeu, Lula também participou da abertura da Hannover Messe, considerada a maior feira industrial do mundo, que neste ano tem o Brasil como destaque. Além disso, o presidente esteve em uma reunião com empresários brasileiros e alemães, destacando oportunidades no segmento de biocombustíveis.

De acordo com informações da Agência BVrasil, após o encontro bilateral, no qual foram firmados acordos de cooperação em diversas áreas, Lula e Merz falaram com a imprensa sobre o cenário global, marcado por incertezas diante da guerra no Oriente Médio. Os líderes também comentaram outras tensões internacionais, como a possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos em Cuba, diante de declarações recorrentes do presidente Donald Trump.

Lula voltou a afirmar que o conflito no Oriente Médio não se justifica e criticou o que classificou como falta de atuação da Organização das Nações Unidas na busca por soluções diplomáticas capazes de reduzir a instabilidade global.

“A prevalência das forças sobre o direito é a mais grave ameaça à paz e à segurança internacional. Estamos profundamente preocupados com os riscos da retomada do conflito no Irã e da escalada no Líbano. A sobrevivência do Estado Palestino e do seu povo segue ameaçada”, afirmou.

O presidente brasileiro também mencionou a guerra na Ucrânia, destacando que “a almejada paz permanece cada vez mais distante”.

“Entre a ação dos que provocam guerra e a omissão dos que preferem se calar, a ONU está mais uma vez paralisada. Brasil e Alemanha defendem há décadas uma reforma que recupere a legitimidade do Conselho de Segurança”, pontuou o presidente brasileiro.

Ao ser questionado por jornalistas, o chanceler alemão disse ter solicitado uma reunião extraordinária nas Nações Unidas para discutir possíveis medidas. Ele também criticou o novo fechamento do Estreito de Ormuz, no Irã, e ressaltou os impactos econômicos do conflito, que ultrapassam a região do Oriente Médio.

“A reabertura do Estreito de Ormuz tinha sido anunciada e feita, e depois fecharam de novo. Por isso, os preços [do petróleo] aumentaram de novo. Nosso apelo vai para o Irã, de cessar-fogo. Nosso apelo vai também para os EUA para que procurem soluções diplomáticas. As implicações e consequências da guerra não atingem apenas o Oriente Médio, mas pode levar a uma desestabilização política”, afirmou Friedrich Merz.

Segundo o líder alemão, a estabilidade no setor energético global depende diretamente do fim imediato do conflito.

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