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Lula apoia aquisição da Refinaria de Mataripe e sugere criação de estoque regulador de petróleo

 Lula apoia aquisição da Refinaria de Mataripe e sugere criação de estoque regulador de petróleo

Foto: Ricardo Stuckert/PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de um estoque regulador de petróleo na Petrobras como forma de reduzir os efeitos de crises internacionais e evitar que o país fique exposto a conflitos e interrupções no fornecimento. A declaração foi feita nesta sexta-feira (20), durante visita à Refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG).

De acordo com informações do metro1, o presidente afirma que a iniciativa é importante para garantir maior segurança energética diante de cenários instáveis, como guerras no Oriente Médio. Ele mencionou, por exemplo, o risco de bloqueio no Estreito de Ormuz e destacou a necessidade de o Brasil estar preparado para situações prolongadas.

“Nós precisamos, ao longo do tempo, construir um estoque regulador pra gente não ser vítima do que está acontecendo hoje. E se essa guerra durar 40 dias? E se o Irã não deixar sair nenhum barril de petróleo do estreito de Ormuz?”, disse o presidente.

Lula afirmou ainda que já discutiu o tema com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, que apontou o alto custo para manter um estoque desse tipo. Mesmo assim, o presidente comparou a proposta à importância de estoques reguladores de alimentos, como arroz e feijão, para conter variações de preços em períodos de crise.

“Quando eu cheguei na presidência agora, não tinha um quilo de feijão no estoque regulador, não tinha arroz. Se um país é soberano, ele tem que ter um estoque de arroz, um estoque de feijão, um estoque de alguma coisa que não seja perecível para enfrentar crises, até para que quando tiver especulação no mercado, a gente possa liberar do nosso estoque para baratear o preço”, defendeu Lula.

Durante o evento, o presidente também voltou a criticar a venda da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, realizada em 2021, e afirmou que pretende recomprar a unidade. Segundo ele, a negociação foi um erro e o governo busca retomar o controle do ativo, mesmo que isso demande tempo.

As declarações ocorrem em meio à recente alta nos preços dos combustíveis, influenciada pelo cenário internacional. Para tentar conter os valores, o governo federal zerou tributos sobre o diesel, medida que reduz o preço em cerca de R$ 0,32 por litro. Ainda assim, dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis indicam aumento significativo no valor do combustível nas últimas semanas.

Além disso, a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar possíveis abusos nos preços, enquanto órgãos de fiscalização intensificam ações em diversos estados.

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