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Junho Laranja: Bahia intensifica campanha de prevenção e diagnóstico precoce da anemia e leucemia

 Junho Laranja: Bahia intensifica campanha de prevenção e diagnóstico precoce da anemia e leucemia

Foto: Divulgação

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Apesar de ainda não ter a mesma visibilidade de outras campanhas de saúde, o Junho Laranja vem ganhando cada vez mais espaço ao chamar atenção para duas condições hematológicas que atingem milhões de brasileiros: a anemia e a leucemia. A iniciativa tem como objetivo alertar a população sobre a necessidade de prevenir, identificar precocemente e tratar adequadamente essas doenças, que podem impactar significativamente a qualidade de vida e, em casos mais graves, ameaçar a sobrevivência dos pacientes.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 11.540 novos diagnósticos de leucemia por ano entre 2023 e 2025. Isso representa uma taxa estimada de 5,33 casos a cada 100 mil habitantes. A leucemia é um tipo de câncer que compromete o sangue e a medula óssea, interferindo na produção saudável das células sanguíneas. Pode atingir pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos.

A doença possui vários subtipos, como a leucemia linfoblástica aguda, mais prevalente em crianças; a leucemia mieloide aguda, mais comum em adultos; a leucemia linfocítica crônica, que costuma evoluir lentamente e acomete majoritariamente idosos; e a leucemia mieloide crônica, que pode apresentar evolução variável e responder bem a terapias-alvo.

A médica hematologista Liliana Borges, do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), destaca que o tempo é fator determinante no sucesso do tratamento. “A leucemia pode se manifestar de forma súbita e agressiva. O reconhecimento dos sintomas iniciais, como fadiga, palidez, febre e sangramentos, é fundamental para iniciar o tratamento o quanto antes, aumentando as chances de cura”, explica. Ela reforça que o desconhecimento sobre os sinais da doença e sobre alterações nos exames de rotina, como o hemograma, ainda representa um desafio para o diagnóstico precoce.

A anemia, por sua vez, é uma condição marcada pela diminuição dos níveis de hemoglobina no sangue, o que prejudica a oxigenação adequada dos tecidos do corpo. A forma mais frequente é a anemia ferropriva, provocada pela carência de ferro. Segundo o Ministério da Saúde, ela afeta 20,9% das crianças brasileiras com menos de cinco anos. Outras variações da doença incluem a anemia megaloblástica, ligada à deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico; a anemia hemolítica, causada pela destruição acelerada das hemácias; e a anemia falciforme, um distúrbio genético que deforma os glóbulos vermelhos e tem maior incidência entre a população negra.

A hematologista Luciana Di Paolo, também do HMDS, destaca os grupos que merecem maior atenção. “Crianças, gestantes e mulheres em idade fértil são as mais afetadas pela anemia ferropriva. A suplementação de ferro, aliada a uma alimentação balanceada, é essencial para prevenir e tratar a doença”, afirma. Ela ressalta ainda que “a anemia pode ser também um indicativo de doenças mais graves, por isso a investigação laboratorial é indispensável”, conclui.

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