Juliana Ribeiro apresenta a canção “CANTO” em colaboração com Nelson Rufino
Foto: Tetê Marques
A cantora, compositora e historiadora Juliana Ribeiro prepara o lançamento de sua nova música, “CANTO”, uma obra especial composta para ela pelo consagrado sambista Nelson Rufino. A canção é resultado de uma conexão profunda entre os dois artistas, marcada por sentimentos, melodias e palavras que se entrelaçam de forma singular. O single e seu videoclipe chegam às plataformas digitais no dia 10 de maio, uma data escolhida a dedo: o presente de 80 anos para D. Zenaide Maria Batista Ribeiro, mãe de Juliana, e também véspera do Dia das Mães. O pré-save já está disponível: http://tratore.ffm.to/julianacanto.
A nova faixa vem se somar ao repertório já consagrado da artista, que transita com fluidez entre as diversas vertentes do samba. Para Juliana, trata-se de uma obra existencial, que transcende o tempo e convida todos a cantar.
“Há muito tempo, eu e Rufino conversamos sobre uma canção para gravar. Mas confesso que nem em meu maior sonho imaginava uma canção como esta: uma declaração de amor ao canto, uma celebração ao ato de cantar: cantar para se libertar, cantar para proteger, para embalar, para agradecer, cantar quando se apaixonar! A poética de Rufino é única e sua lírica encantada! Em outubro, ele veio aqui em casa, mostrou a canção e foram lágrimas de alegria, um sonho realizado”, lembra Juliana.
“CANTO” é uma composição que celebra a vida e o amor, costurada por uma melodia encantadora e uma letra inspiradora, nascida da troca artística entre Rufino e Juliana nos últimos meses. A música presta homenagem à própria forma de cantar da artista baiana — sua voz marcante e sua entrega no palco.
“Sim, é uma canção sobre o meu canto, eu não imaginava… me arrebatou pois é tudo aquilo que o canto é realmente para mim”, diz Juliana.
Com arranjos de Ruan de Souza, a música transita por ritmos que vão do samba afro ao samba de roda, passando por elementos da canção popular. Ruan também assina a direção musical e toca violão, cavaco e viola machete. A percuteria é assinada por Sebastian Notini, enquanto Beto Martins assume a bateria e Fabrício Cyem o baixo. O naipe de sopros é composto por um trio feminino que dá ainda mais identidade à produção: Berta Pitanga (flauta), Vanessa Melo (clarineta) e Rosa Denise (trombone).
Além de exaltar o canto, a canção também fala sobre resistência e resiliência. É um hino para quem encara os desafios diários com coragem e encontra na música uma força para seguir.
“É um lugar de força, daquilo que te impulsiona, do agradecimento à vida. É através desse presente de Nelson Rufino que consigo me conectar com as pessoas através do meu canto. A partir dessa conexão coletiva de almas que o canto promove é que as pessoas conseguem sonhar, seguir adiante, mesmo com todas as dificuldades”, explica a artista.
A mixagem da faixa, feita no Caji Estúdios, guarda uma surpresa para os ouvintes: ao final da música, é possível ouvir um comovente diálogo entre Rufino e Juliana, registrado no momento em que ele apresenta a composição pela primeira vez.
O videoclipe, com direção da cineasta Lindwe Aguiar e produção da Ogunjá Filmes, mostra os bastidores da gravação ao vivo no Carranca Estúdio. Nele, são revelados momentos de interação entre Juliana, as instrumentistas, o diretor musical e o próprio Rufino.
Sobre Juliana Ribeiro
Com mais de duas décadas de carreira no Brasil e no exterior, Juliana Ribeiro é hoje um nome consolidado na cena musical brasileira. Sua trajetória é marcada por interpretações intensas, presença de palco envolvente e uma fusão entre arte e pesquisa histórica. Além de cantora e compositora, ela é doutoranda em Cultura e Sociedade e utiliza sua música como ferramenta para divulgar suas investigações sobre as raízes do samba. Em 2012, foi indicada ao 23º Prêmio da Música Brasileira, na categoria de melhor álbum, com o disco Amarelo, além de ter concorrido ao Troféu Caymmi como “Cantora Revelação”.