“Jornas e o Circo Sem Lona” é exibido no Cineclube VIVA neste sábado (08), em Salvador
Foto: Divulgação
Um encontro dedicado à valorização do audiovisual baiano e brasileiro, promovido pela Escola Viva de Audiovisual (EVA), o Cineclube VIVA exibirá neste sábado (08), o premiado filme baiano “Jonas e o Circo Sem Lona”, às 18h. Com produção da Plano 3 Filmes e distribuição da Vitrine Filmes, a sessão acontecerá na Quadra Poliesportiva do Tororó, em Salvador, com entrada gratuita.
“Ao propor uma Escola Viva de Audiovisual, estamos interessados num processo formativo, concatenado com as urgências das pessoas estudantes, com as problemáticas que as atravessam e com assuntos que tratem do que emerge em suas comunidades. Uma escola que se movimenta e se atualiza no seu fazer”, reflete Gil Amorim, também diretor e docente da EVA.
Realizado ao ar livre, o Cineclube VIVA visa fortalecer a economia criativa da comunidade do bairro do Tororó, aproximando o público das pessoas que realizam as obras audiovisuais. A ideia é ampliar as reflexões sobre os caminhos do audiovisual, da produção à difusão.
Para um dos diretores e docentes da EVA, Aldren Lincoln, “a Escola Viva fortalece a educação e a cultura do Tororó ao oferecer formação audiovisual gratuita na própria comunidade. Essa presença facilita o acesso, garante a permanência e incentiva a produção de projetos que dialogam com as pessoas e histórias da localidade. É uma oportunidade de experienciar o bairro em suas múltiplas camadas sociais, econômicas, políticas e culturais, atualizando, com o audiovisual, as próprias histórias de vida e a de outras pessoas”, afirma.
Sobre o filme
Primeiro longa de Paula Gomes, o documentário mostra a história de Jonas que, aos 13 anos de idade, tem a missão de administrar o circo que ele mesmo fundou no quintal de sua casa. Neto de artistas circenses, o garoto tenta manter a paixão da família através do seu circo improvisado, na periferia de Salvador. Rodado ao longo de dois anos na Região Metropolitana de Salvador, o filme partiu de uma pesquisa iniciada em 2006 pela diretora.
Paula procurava por circos itinerantes pelo interior da Bahia quando conheceu a família de Jonas. Vindo de uma família tradicional de artistas, Jonas teve a ideia de criar o seu próprio circo, usando materiais que restaram do circo que a família tinha deixado para trás. Os novos artistas são amigos e vizinhos que ele convidou para participar e ensinou um pouco da arte circense.
O filme também discute a educação no Brasil através do dilema de Jonas. Sem incentivo nenhum da escola e dos professores, o garoto quer deixar os estudos de lado para se dedicar totalmente a sua paixão. Mas a mãe não abre mão do futuro do filho e vê nos estudos a grande oportunidade.
O longa já percorreu mais de 30 festivais e levou prêmios no México, nos Estados Unidos, na Espanha e na França. Foi o único representante latino-americano no IDFA – International Documentary Film Festival Amsterdam. No Brasil, ganhou Melhor Longa pelo Júri Especial no Festival Panorama de Cinema 2016, Prêmio Destaque do Cine Esquema Novo 2016 e Menção Honrosa do Júri do Cachoeira Doc 2016.