15 de fevereiro de 2026
Abrir Player em Nova Janela
Clique para Ouvir

No Banner to display

No Banner to display

Inscrições para residência artística voltada ao teatro negro em Salvador vão até domingo (09)

 Inscrições para residência artística voltada ao teatro negro em Salvador vão até domingo (09)

Foto: Divulgação/Coletivo Subverso das Artes

#Compartilhe

As inscrições para a residência artística “Qualificando a Desordem”, etapa formativa do projeto “Ordem Questionada” do Coletivo Subverso das Artes, que busca estimular a ação cultural e o teatro negro baiano, sobretudo em bairros negros e marginalizados da cidade de Salvador, encerram neste domingo (09). Este é o prazo para que artistas moradores de comunidades como Engenho Velho da Federação, Engenho Velho de Brotas, Nova Brasília, Candeal e Santo Inácio concorram a seis meses de formação artística e teatral, ministradas por profissionais experientes da área.

A inscrição é gratuita e deve ser realizada por pessoas a partir de 18 anos que possuam vínculo ou interesse em teatro e disponibilidade para participar das aulas. Ao todo, 30 inscritos serão selecionados para cada oficina, sendo 10 em caráter de residência, pela qual receberão auxílio alimentação e transporte.

De novembro de 2025 a abril de 2026, a turma será imersa em oficinas quinzenais de escrita teatral, atuação, direção teatral, direção musical, cenografia, gestão teatral, comunicação estratégica e formação de público. Os 20 primeiros selecionados fora da modalidade de residência poderão participar de uma ou mais oficinas, ou ainda de todas, opção que deve ser indicada no momento da inscrição. Já os selecionados para a residência deverão participar obrigatoriamente de todas as oficinas. No entanto, os candidatos à residência também devem marcar as oficinas de seu interesse no formulário, para o caso de não serem aprovados para a vaga de residente.

Os residentes receberão uma bolsa de permanência durante os seis meses do projeto, como auxílio para transporte e alimentação, garantindo que consigam acompanhar as atividades de maneira contínua. Na residência artística, entre os 10 selecionados, quatro serão oriundos do Coletivo Subverso das Artes.

Caso os 20 de fora da residência não sinalizem a participação em todas as oficinas, automaticamente as vagas serão disponibilizadas e abertas a mais participantes inscritos. Com todas as turmas previstas para acontecer com 30 participantes, será possível ampliar as redes de aprendizagem, colaboração e troca de saberes entre artistas, comunidades e territórios da capital.

Sobre o projeto 
Mais do que uma ação formativa, o projeto “Ordem Questionada” se propõe a romper barreiras e ampliar o acesso à arte em territórios que muitas vezes ficam à margem do mercado teatral. Com oficinas, apresentações e atividades culturais, a iniciativa reforça a existência de talentos que só precisam de oportunidade e estrutura para florescer. O grande objetivo é incentivar tanto a produção quanto consumo artístico local, criando um espaço de protagonismo e visibilidade para jovens artistas das comunidades.

De acordo com o coordenador do Coletivo Subverso das Artes, Zaya Olugbala, a inspiração para o nome do projeto vem da peça “Ordem Questionada”, criada pelo coletivo em 2019 para provocar reflexões sobre as estruturas da sociedade e as diversas formas de opressão. “Como artista, promover uma reflexão é algo incrível e necessário, mas ainda não é o suficiente para quem se encontra insatisfeito com a forma de vida que a gente leva aqui na babilônia. Então, o projeto é pensado a partir de como podemos sair da mera reflexão e ir para a ação, algo que possa proporcionar algum tipo de mudança”, explica o músico.

“O que inspira o projeto é esse fazer artístico autônomo, que o Subverso das Artes sempre se propôs a fazer. Muito do que a gente vem fazendo é parecido com o que os artistas que Platão considerava perigosos faziam naquela época, que é fazer as pessoas pensarem, questionarem o sistema. E é por isso que aqueles artistas eram tão perigosos para a polis, para a cidade, porque eles faziam as pessoas refletirem de fato. A arte não era tida como um objeto. E é isso que a gente quer fazer. Queremos acessar esses outros espaços culturais que não estão no centro da cidade, não estão no centro da cultura tradicional também de forma simbólica”, afirma Laura Sacramento, coordenadora do grupo.

Abrir bate-papo
Olá 👋
Podemos ajudá-lo?