Abrir Player em Nova Janela
Clique para Ouvir

Ilê Aiyê celebra 50 anos de Carnaval em 2025 com homenagem ao povo queniano

 Ilê Aiyê celebra 50 anos de Carnaval em 2025 com homenagem ao povo queniano

Foto: André Frutuôso

#Compartilhe

Em 1975, o Ilê Aiyê desfilou pelas ruas de Salvador pela primeira vez, marcando um momento histórico na reafricanização do Carnaval ao trazer para a maior festa popular de rua do mundo uma postura de valorização da identidade negra e resistência ao racismo. Passadas cinco décadas, o Mais Belo dos Belos consolidou-se como um ícone do orgulho afro-brasileiro, pintando as ruas da cidade com cores vibrantes e celebrando a revolução cultural que representa.

Para comemorar os 50 anos de seu desfile carnavalesco e seu papel na luta antirracista, o Ilê Aiyê apresentará o tema “Kenya: Berço da Humanidade”, mergulhando na ancestralidade e diversidade africana. A escolha do tema destaca a importância cultural e histórica do Quênia como um dos primeiros locais habitados por seres humanos. Serão homenageadas figuras históricas quenianas, como Dedan Kimathi, Wangari Maathai e Jomo Kenyatta, símbolos de resistência contra a opressão colonial.

A celebração começa no sábado (01/03), com a tradicional cerimônia de saída do bloco no Curuzu, um dos momentos mais emocionantes do Carnaval de Salvador. O ritual é conduzido pela ialorixá do Terreiro Ilê Axé Jitolu, Hildelice Benta dos Santos, e envolve cânticos de louvor aos ancestrais e orixás, acompanhados pelos sons dos atabaques e tambores na subida da ladeira.

Durante o rito, são utilizadas bacias com milho, pipoca e pó de pemba para pedir boas energias e um Carnaval próspero a Oxalá e Obaluaiê. Pombas brancas também são soltas em homenagem a Oxalá. Mais que um simples desfile, a saída do Ilê Aiyê é um ato de resistência e uma celebração da cultura afro-brasileira.

O evento também marcará a estreia de Lorena Bispo, de 22 anos, moradora de Itapuã, como a nova Deusa do Ébano. Ao seu lado, estarão as princesas Tainã de Palmares e Stéphanie Ingrid Souza.

O Ritual do Ilê Aiyê no Carnaval 2025 é realizado pela Associação Cultural Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê em parceria com o Ministério da Cultura, Caderno 2 Produções, Shopping da Bahia e ITS Brasil. O evento conta com apoio financeiro do Programa Ouro Negro, do Governo da Bahia, e patrocínios da Neoenergia Coelba, Grupo Belov, iFood e Caixa, por meio da Lei Rouanet.

PROGRAMAÇÃO
Após o ritual de saída no Curuzu, o trio elétrico do Ilê Aiyê segue para o Plano Inclinado da Liberdade. Em seguida, o bloco se reúne no Corredor da Vitória, iniciando o primeiro desfile no Circuito Osmar na madrugada de domingo (02/03), em direção à Praça da Piedade.

Na segunda-feira (03/03), o bloco se concentra às 18h no Corredor da Vitória, iniciando o desfile às 19h no Campo Grande, comandado pela Band’Aiyê, com um cortejo temático e um carro alegórico que destaca a rainha e as princesas recém-eleitas.

O último desfile ocorre na terça-feira (04/03), com concentração às 18h e início às 19h no Circuito Osmar. O Ilê Aiyê encerra a folia celebrando sua história de resistência e luta por igualdade racial. As fantasias podem ser adquiridas na Senzala do Barro Preto (Curuzu), com entrega a partir de quarta-feira, 26/02.

BLOCO ERÊ
No domingo (02/03), o Bloco Erê, ala infantil do Ilê Aiyê, desfila no Circuito Mãe Hilda às 16h, com a participação de mais de 800 crianças e adolescentes. O bloco é conduzido pela Banda Erê, criada em 1992 para educar e empoderar crianças negras. As fantasias serão distribuídas gratuitamente na sede do bloco, e os pais também receberão camisas para acompanhar os pequenos foliões.

TEMA: “KENYA: BERÇO DA HUMANIDADE”
O tema do Carnaval 2025 do Ilê Aiyê, “Kenya: Berço da Humanidade”, homenageia o Quênia, localizado na África Oriental e reconhecido por sua relevância histórica e científica para a humanidade. O país é um dos locais onde foram encontrados fósseis de hominídeos, como o Homo habilis e o Homo erectus, ancestrais diretos do Homo sapiens. Ao destacar a importância arqueológica do Quênia, o Ilê Aiyê reforça o papel fundamental do continente africano na evolução humana.

Abrir bate-papo
Olá 👋
Podemos ajudá-lo?