Governo adia decisão sobre fim do subsídio da gasolina após alta do petróleo
Foto: José Cruz/ Agência Brasil
O Ministério da Fazenda adiou para a próxima semana a decisão sobre a retirada do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina. A medida ocorre diante da nova escalada do preço internacional do petróleo, impulsionada pela retomada dos confrontos militares entre Estados Unidos e Irã.
Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a cotação do barril voltou ao patamar de US$ 80, exigindo cautela do governo antes de encerrar o benefício que ajuda a conter o preço do combustível.
Segundo o ministro, a retirada do subsídio será novamente analisada nos próximos dias e poderá ocorrer de forma parcial ou integral, a depender do comportamento do mercado internacional. A subvenção tem como objetivo amenizar os impactos da alta dos combustíveis sobre o custo de vida e evitar uma pressão ainda maior sobre os preços de produtos e serviços.
Apesar da instabilidade no cenário externo, Durigan afirmou que o governo manterá os planos de ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira. A Lei do Combustível do Futuro prevê que a mistura de etanol na gasolina C poderá variar entre 27% e 35%, enquanto o percentual de biodiesel no diesel fóssil deverá chegar a 20% até março de 2030.
Para o ministro, a crise internacional reforça a estratégia brasileira de investir em fontes alternativas de energia. Ele também afirmou que o governo não descarta propor, futuramente, percentuais ainda maiores de biocombustíveis na composição dos combustíveis vendidos no país.