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Gestão Trump projeta derrota de Lula logo no primeiro turno

 Gestão Trump projeta derrota de Lula logo no primeiro turno

Foto: Alan Santos | PR

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O governo Trump considera praticamente certa uma derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições do próximo ano, com uma ampla diferença de votos. Segundo informações obtidas pelo colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, um integrante da Casa Branca avalia que o desgaste de Lula, evidenciado em levantamentos de opinião, pode ser tão significativo que ele sequer avance para o segundo turno da disputa presidencial.

Dentro desse contexto, autoridades americanas também consideram que, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) venha a ser preso, sua detenção seria breve. A expectativa é de que um novo presidente de perfil conservador, eleito com forte respaldo popular, teria apoio suficiente para conceder um indulto a Bolsonaro e libertá-lo rapidamente.

Embora atualmente esteja inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro afirma publicamente que pretende reverter essa condição para concorrer novamente à Presidência. Nos bastidores, porém, admite a possibilidade de apoiar um nome alinhado a ele que se comprometa a conceder anistia.

Trump estuda sanções contra Moraes

O governo Trump também avalia aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na rigorosa Lei Magnitsky — um instrumento legal dos EUA que permite punições a autoridades estrangeiras acusadas de violar direitos humanos. Apesar dessa possibilidade, o governo americano não acredita que o STF altere sua postura no julgamento envolvendo Bolsonaro.

Além de Moraes, também são mencionados como alvos potenciais das sanções o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e o ministro mais antigo da Corte, Gilmar Mendes.

A hipótese de sanção a Moraes foi confirmada publicamente pela primeira vez pelo secretário de Estado Rubio, durante uma audiência no Congresso americano realizada na última quarta-feira (21).

A justificativa apresentada por aliados de Bolsonaro é de que decisões tomadas por Moraes no Brasil teriam repercussões sobre cidadãos norte-americanos, especialmente no que diz respeito à suspensão de perfis em redes sociais e à interrupção temporária da plataforma X (antigo Twitter), sediada nos EUA e controlada por Elon Musk — que, em 2024, atuava como conselheiro sênior da Casa Branca no governo Trump.

Essa ofensiva internacional, que mira diretamente o Judiciário brasileiro, seria parte de uma estratégia articulada em várias etapas. O objetivo é pressionar o Supremo Tribunal Federal, enfraquecer sua imagem pública e criar condições políticas para a aprovação de uma proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, considerados golpistas.

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