Filme “Mundinho” conquista dois prêmios no Festival de Cinema de Trancoso 2025
Foto: Divulgação
O curta-metragem Mundinho, primeiro trabalho de ficção do cineasta Lúcio Lima, foi um dos destaques do Festival de Cinema de Trancoso ao conquistar dois prêmios de relevância: Melhor Curta-Metragem de Ficção e Melhor Atriz, concedido a Cyria Coentro pela interpretação da personagem Litinha.
Com roteiro e direção assinados por Lúcio Lima, Mundinho marca a estreia do realizador no campo da ficção após uma trajetória consolidada no documentário e no cinema periférico, reforçando a força das narrativas que emergem dos territórios populares. O filme tem como protagonistas Cyria Coentro e Luís Pepeu, que conduzem uma trama sensível, humana e profundamente conectada ao cotidiano.
O reconhecimento no Festival de Trancoso vai além da excelência artística da obra e destaca um cinema comprometido com personagens, afetos e histórias que, muitas vezes, ficam fora dos grandes circuitos de exibição. Para Lúcio Lima, a conquista tem um significado especial:
“Mundinho é fruto de uma caminhada coletiva e da crença de que nossas histórias importam. Ver esse filme premiado, sendo meu primeiro curta de ficção, é a confirmação de que o cinema feito a partir da periferia tem potência, beleza e lugar.”
O prêmio de Melhor Atriz para Cyria Coentro evidencia a força da personagem Litinha, construída com sensibilidade, profundidade e autenticidade, além de reconhecer uma atuação que impactou tanto o público quanto o júri do festival.
Com as premiações, Mundinho dá início a um percurso promissor no circuito de festivais, levando ao Brasil e ao exterior narrativas que afirmam a diversidade, a sensibilidade e a potência do cinema brasileiro contemporâneo.
Sinopse
Em meio ao lockdown, Mundinho apresenta um conto de amor. Sem muitas alternativas para ocupar o tempo, Mundinho e Litinha passam a se reconectar como casal, revivendo paixões intensas e fantasias guardadas em algum lugar do coração. No entanto, com a falta de dinheiro e o avanço da fome, eles se veem diante de uma decisão difícil: matar ou não a galinha Zefa, tratada como se fosse uma filha.