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Filme baiano de ficção científica ‘Jamex e o Fim do Medo’ retrata Salvador pós-apocalíptica e estreia no Panorama nesta quinta (03)

 Filme baiano de ficção científica ‘Jamex e o Fim do Medo’ retrata Salvador pós-apocalíptica e estreia no Panorama nesta quinta (03)

Foto: Gelo na Chapa/Divulgação

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Após um desastre radioativo de grandes proporções, a cidade fictícia de Salvadolores surge como uma versão pós-apocalíptica de Salvador, onde a vida resiste entre os escombros. Neste cenário distópico, um artista embarca em uma jornada através das ruínas do município para entregar um quadro. Dirigido por Ramon Coutinho e produzido pela Gelo na Chapa Filmes, o longa-metragem ‘Jamex e o Fim do Medo’ será exibido no Panorama Internacional Coisa de Cinema nesta quinta-feira (3), às 19h40, no Cine Glauber Rocha.

Inspirado na trajetória do artista visual Jamex, que pinta desde 2020 e se tornou o mais jovem integrante do acervo do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), o filme retrata um dia na vida do protagonista em um tempo incerto, no que os realizadores chamam de uma ‘distopia de quintal’.

O acidente alterou drasticamente a paisagem urbana e impactou a estrutura social e cultural da cidade. A radiação está presente no ar e, de forma particular, afeta os olhos. Para evitar a contaminação, o uso de óculos e colírios se tornou essencial.

No meio desse caos, Jamex segue determinado a cumprir sua missão: atravessar Salvadolores para entregar sua pintura a um enigmático galerista. Sua jornada revela personagens peculiares que desafiam e moldam seu percurso. As ruas da cidade se tornam um labirinto de encontros inesperados, onde a insistência do artista em seguir adiante se choca com os desafios impostos por áreas contaminadas e zonas proibidas.

O filme incorpora as paisagens reais da cidade, transformando-as em parte essencial da narrativa. A interação entre a câmera e o espaço urbano cria um diálogo entre o cinema e o ambiente caótico que o inspira. Se Humberto Mauro afirmou que “cinema é cachoeira”, ao assistir ‘Jamex e o Fim do Medo’, pode-se afirmar que “cinema também é viela”.

Com um roteiro inovador, o longa passou por diversas consultorias, incluindo o PANLAB (Laboratórios do Panorama), que ajudaram a aprofundar sua atmosfera não realista.

“Estar numa cidade como Salvador é pertencer a um emaranhado de acasos, ritmos e mudanças de planos. O filme tenta ecoar essa cidade de um modo ainda mais exagerado e estranho. Sempre falhando, claro”, destaca o diretor e roteirista Ramon Coutinho.

Além da sessão de estreia, o público terá mais duas oportunidades para conferir a produção: no sábado (5), às 18h, na Sala Walter da Silveira, e no domingo (6), às 16h30, no Cine Theatro Cachoeirano, em Cachoeira.

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