15 de fevereiro de 2026
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Filha é suspeita de tentar envenenar a própria mãe com chumbinho; idosa estava doente

 Filha é suspeita de tentar envenenar a própria mãe com chumbinho; idosa estava doente

Foto: Reprodução PC Maranhão

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Uma jovem de 22 anos foi presa sob suspeita de tentar envenenar a própria mãe enquanto ela estava internada em um hospital de São Luís, no Maranhão. Maria Eduarda Marques é acusada de tentar tirar a vida de Sandra Maria Marques, que estava hospitalizada no Hospital Geral da Vila Luizão com diagnóstico de atrofia multissistêmica. A suspeita nega ter cometido o crime.

A prisão ocorreu na última segunda-feira (21), após o Ministério Público do Maranhão oferecer uma ação penal contra a jovem. Maria Eduarda foi localizada e detida ao sair de uma academia em Santa Rita, município onde estava escondida. Ela foi levada para a Delegacia de Santa Rita e passou por audiência de custódia na tarde de quarta-feira (23).

Conforme as investigações, a suspeita tentou envenenar a mãe utilizando chumbinho, um veneno comumente usado para matar ratos. A polícia apurou que Maria Eduarda teria pedido a uma técnica de enfermagem que substituísse o medicamento da paciente por outro frasco que ela mesma havia levado, alegando se tratar de uma versão “genérica” do remédio.

O que diz o Ministério Público
Segundo o Ministério Público, Maria Eduarda tentou envenenar a mãe em duas ocasiões. A primeira tentativa teria ocorrido no dia 24 de abril, por volta das 19h, quando entregou um frasco com uma substância suspeita à técnica de enfermagem. A profissional notou pequenas bolinhas pretas no fundo do recipiente e alertou a médica de plantão, que confirmou que o conteúdo estava adulterado. O material foi enviado para análise pericial.

A segunda tentativa, de acordo com o MP, aconteceu no dia 27 do mesmo mês, por volta das 9h. Desta vez, Maria Eduarda entregou um novo frasco à médica da unidade hospitalar, dizendo que era o mesmo medicamento desaparecido no plantão anterior. Ela afirmou que o remédio era necessário porque a mãe não conseguia dormir.

No dia em que o caso veio à tona, a médica responsável comunicou o ocorrido à direção do hospital, que imediatamente acionou a polícia. Na ocasião, Maria Eduarda chegou a ser conduzida à delegacia para prestar depoimento. Durante o interrogatório, ela negou ter adulterado os medicamentos e chegou a acusar o próprio irmão, que negou qualquer envolvimento. Após a oitiva, ela foi liberada.

Posteriormente, exames periciais confirmaram a presença de terbufós e alfametrina nos frascos entregues por Maria Eduarda – substâncias tóxicas comumente encontradas no “chumbinho”, veneno utilizado para exterminar ratos.

Diante das evidências, o Ministério Público apresentou denúncia contra Maria Eduarda por tentativa de feminicídio qualificado. A promotoria considerou o uso de veneno e o fato de a vítima estar em situação de vulnerabilidade, sem possibilidade de defesa. O MP também ressaltou que o crime foi cometido no contexto de violência doméstica, uma vez que a acusada atentou contra a própria mãe, que se encontrava debilitada em decorrência de problemas de saúde.

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