Abrir Player em Nova Janela
Clique para Ouvir

Exposição destaca o olhar de 27 mulheres sobre a identidade do Bairro Dois de Julho

 Exposição destaca o olhar de 27 mulheres sobre a identidade do Bairro Dois de Julho

Foto: Divulgação

#Compartilhe

O Centro Cultural Que Ladeira É Essa? abre neste sábado (13), às 16h, a exposição “Fotografia e Cotidiano – Bairro Dois de Julho”, um trabalho inteiramente concebido, produzido e registrado por 27 mulheres fotógrafas do Foto Clube de Mulheres, sob idealização da artista Rose Nascimento. A mostra, que ficará disponível na Sala de Artes Zero7, propõe um olhar sensível e aprofundado sobre o cotidiano de um dos bairros mais emblemáticos de Salvador.

As obras exibidas percorrem diferentes aspectos da vida diária – das feiras às calçadas, das portas às cenas de convivência, da culinária popular aos vínculos comunitários que mantêm vivo o Centro Antigo. O conjunto forma uma verdadeira cartografia afetiva do território, construída a partir da perspectiva feminina, revelando o Dois de Julho como um espaço vivo de memória, resistência e criação.

“Esta exposição reafirma a força do olhar feminino como lente de memória, cuidado e pertencimento. São mulheres que não apenas registram o bairro, mas se conectam com ele, escutam suas histórias e ressignificam o cotidiano através da arte”, destacou Rose Nascimento.

Com curadoria e direção de Marcelo Teles, a mostra evidencia o bairro como um ponto de encontro entre tradição e modernidade.

“A fotografia, neste projeto, funciona como um instrumento antropológico de escuta. Cada imagem revela as relações, afetos e os modos de vida do Dois de Julho. É uma narrativa construída a muitas mãos, onde o território se apresenta como memória viva e contínua”, afirmou.

Acesso gratuito ao público

A exposição ficará aberta ao público durante todo o verão, com entrada franca. O funcionamento será de segunda a sexta-feira, das 15h às 20h, e aos sábados, das 9h às 15h.

Como parte da programação cultural do Centro Antigo de Salvador, a iniciativa reforça o acesso à produção artística feminina e valoriza o Dois de Julho como lugar de criação, afeto e diálogo comunitário.

Abrir bate-papo
Olá 👋
Podemos ajudá-lo?