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Exames de imagem são aliados na avaliação de nódulos da tireoide

 Exames de imagem são aliados na avaliação de nódulos da tireoide

Foto: Freepik

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Marcada por ações de conscientização sobre prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças tireoidianas, a Semana Internacional da Tireoide (de 24 a 31 de maio) reforça a importância do acompanhamento médico e da realização de exames capazes de identificar alterações precocemente, como o câncer de tireoide e o bócio. Entre os principais aliados nesse processo estão os exames de imagem, fundamentais para a avaliação dos nódulos na glândula e para a definição das condutas mais adequadas para cada paciente.

Nesse contexto, a ultrassonografia da tireoide, de acordo com a médica endocrinologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Thaisa Trujilho, ocupa posição central por permitir a caracterização dos nódulos, a estratificação do risco de malignidade e a definição da necessidade de Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF). “Esse exame é a principal ferramenta de imagem na avaliação inicial dos nódulos tireoidianos, sendo indicado quando a glândula tireoide apresenta alterações na palpação ou quando um nódulo é detectado incidentalmente em outro exame de imagem”, informa a especialista.

Ainda conforme a médica, a ultrassonografia também é essencial na avaliação dos nódulos que pode ter características benignas ou ser suspeito de malignidade. Isso porque essa análise é feita a partir de características, como composição do nódulo (sólido, cístico ou misto), ecogenicidade, margens, presença de calcificações, formato considerado “mais alto que largo” e sinais de invasão local.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) estima que cerca de 60% da população brasileira desenvolverá nódulos na tireoide em algum momento da vida. Apesar da alta incidência, a maior parte dessas alterações é considerada benigna.

Exames complementares

A endocrinologista do Sabin ressalta que, embora a ultrassonografia seja o método mais utilizado, outros exames podem ser indicados em situações específicas. A tomografia computadorizada, por exemplo, pode ser necessária quando há suspeita de doença avançada, extensão subesternal ou comprometimento de estruturas adjacentes.

Já a ressonância magnética possui indicações mais restritas, sendo utilizada em casos selecionados para avaliação do tamanho e da extensão subesternal do bócio nodular, compressão das vias aéreas, investigação de linfonodos cervicais não visualizados pela ultrassonografia e planejamento pré-operatório.

“Os exames de imagem, especialmente a ultrassonografia, desempenham papel fundamental na decisão entre cirurgia e acompanhamento clínico ao estratificar o risco de malignidade e orientar a necessidade de biópsia, integrando-se aos achados citológicos e clínicos para individualizar a conduta”, afirma ela, acrescentando que o exame de ultrassonografia, disponível nas unidades do Sabin, também se tornou indispensável em procedimentos minimamente invasivos, como a ablação térmica por radiofrequência.

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