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Ex-presidente do Banco Central propõe manter salário mínimo congelado por seis anos

 Ex-presidente do Banco Central propõe manter salário mínimo congelado por seis anos

Foto: Divulgação / Fórum Econômico Mundial

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Durante sua participação no Brazil Conference — evento realizado no último fim de semana nas universidades de Harvard e MIT, em Cambridge, nos Estados Unidos — o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, defendeu o congelamento do salário mínimo em termos reais no Brasil por um período de, no mínimo, seis anos.

A sugestão de “congelamento real” implica que o salário mínimo seja reajustado apenas conforme a inflação, sem ganhos reais acima do índice. Atualmente, a legislação permite aumentos com ganho real de até 2,5%, prática que foi uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Uma conta gigante é a Previdência. Precisa de uma reforma grande. Uma boa e mais fácil seria congelar o salário mínimo por seis anos. O número 2 é a folha de pagamento do Estado. O RH do Estado brasileiro precisa passar por uma reforma radical”, afirmou Armínio, ao comentar os desafios fiscais do país.

O economista reconheceu que a proposta seria impopular para o atual governo, mas reforçou a necessidade de contenção de despesas. “Congela o salário mínimo, que não é palatável, mas não dá para fazer o salário mínimo ficar crescendo 2,5% nessas circunstâncias, e reduz os gastos tributários em 2% do PIB. Isso daria uns 3% do PIB, e eu acho que virava o jogo”, completou.

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