Ex-diretor da PRF, preso no Paraguai, é sentenciado a mais de 24 anos por cinco crimes
Foto: MATEUS BONOMI/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO
Detido nesta sexta-feira (26) no Paraguai, o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e seis meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirma que a prisão ocorreu durante a madrugada no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, quando Silvinei tentava embarcar com destino a El Salvador. As informações são do g1.
A condenação foi definida pelo STF no último dia 16 de dezembro, no julgamento do chamado núcleo 2 da organização criminosa investigada. A Primeira Turma da Corte entendeu que o ex-diretor da PRF atuou no monitoramento de autoridades e na tentativa de dificultar o voto de eleitores, sobretudo na região Nordeste, por meio de operações da PRF no segundo turno das eleições.
Antes da prisão, Silvinei havia rompido a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina, deixado o país sem autorização judicial e seguido para o Paraguai. Após a identificação do rompimento do equipamento, alertas foram emitidos nas fronteiras e a adidância brasileira no país vizinho foi acionada.
No momento da abordagem, ele portava um passaporte paraguaio autêntico, porém com dados que não correspondiam à sua identidade. Ao tentar deixar o aeroporto, foi interceptado e preso pelas autoridades paraguaias.
Após a detenção, Silvinei foi identificado e colocado à disposição do Ministério Público do Paraguai. Ele deve passar por audiência de custódia ainda nesta sexta-feira (26) e, posteriormente, ser entregue às autoridades brasileiras.