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Dulcineia Novaes: a trajetória de bravura de uma jornalista que motiva gerações

 Dulcineia Novaes: a trajetória de bravura de uma jornalista que motiva gerações

Foto: Divulgação

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A jornalista Dulcineia Novaes, uma das maiores personalidades do jornalismo paranaense e também reconhecida nacionalmente, completa 70 anos neste mês de agosto — sendo mais de quatro décadas dedicadas à profissão.

Nesta sexta-feira (8), a RPC homenageia sua trajetória com uma série de reportagens nos telejornais, trazendo um emocionante panorama da carreira marcada pela credibilidade, sensibilidade e forte ligação com o Paraná e seus telespectadores. Além disso, Dulcineia, que integra o time de repórteres da RPC, estará em destaque no Globo Repórter, assinando uma matéria diretamente da República Dominicana, junto com a equipe da emissora paranaense. A reportagem revela os contrastes do país caribenho, indo além dos roteiros turísticos, trazendo histórias de luta, sonhos e oportunidades – tudo pelo olhar sensível de quem viveu intensamente cada encontro. “Foi uma das experiências mais marcantes da minha carreira. Voltei diferente, mais tocada, mais grata”, conta.

Ao longo da programação especial, Dulcineia – ou simplesmente Dul, como é carinhosamente chamada — concedeu uma entrevista emocionante, recordando momentos marcantes da carreira, os desafios e aventuras no Globo Repórter, as participações em Rede Nacional e a relação com o público, que ela considera o maior presente da profissão: “A minha vida inteira está nesse jornalismo que eu fiz. Essa relação com o telespectador é um presente, e é por isso que eu continuo com tanto amor pelo que faço.”

Uma vida repleta de histórias dentro e fora das câmeras
Com uma trajetória que se entrelaça com a história da televisão no Paraná, Dulcineia é inspiração para várias gerações de jornalistas e mantém sua autenticidade ao cativar o público. Nascida em Martinópolis (SP), filha de um funcionário da antiga Companhia de Força e Luz de São Paulo e de uma dona de casa, viveu ali até os três anos, quando perdeu o pai precocemente. “Minha mãe trabalhou como empregada doméstica, depois virou encadernadora e sempre priorizou a nossa educação”, relata com orgulho.

Vinda de uma família de poucos recursos, mas com muitos sonhos, mudou-se para Assis e depois para Londrina, onde cursou Comunicação Social na UEL. “Fui muito incentivada por professores. Um deles disse: ‘Você daria uma excelente escritora’. Mas eu precisava começar a trabalhar logo. Comecei a faculdade e o primeiro emprego ao mesmo tempo. Com o primeiro salário, paguei minha mãe, abri uma poupança, comprei um brinco de ouro”, lembra.

Foi em Londrina que iniciou sua carreira jornalística, em 1979, na Folha de Londrina. Em 1981, recebeu o convite para trabalhar na TV Coroados, hoje RPC Londrina. Casou-se em 1985 e, em 1987, foi transferida para a RPC Curitiba, já como repórter do Jornal Nacional.

Na RPC, onde está há 44 anos, cobriu os principais acontecimentos do Paraná e do país, tornando-se presença constante na rotina dos paranaenses. Dulcineia recorda os primeiros dias como repórter: “foi um convite. Sempre que havia entrevista coletiva, juntava a turma do impresso e da TV e eles falavam: ‘Quando você vai trabalhar com a gente?’ Eu respondia: ‘Ah, quando vocês me chamarem’. Nem imaginava que um dia trabalharia em televisão. Comecei tremendo, com um microfone na mão, que nem vara verde.”

Ela também revelou que, no segundo semestre da faculdade, chegou a pensar em mudar de curso: “fiz vestibular para odontologia. Achava que não tinha jeito para aquilo. Falei: ‘Não, meu negócio não é ficar num consultório, entre quatro paredes, cuidando da saúde bucal das pessoas’”, sorri.

Na TV, Dulcineia nunca contou quantas reportagens já fez — em um ano, realizou mais de 100 para a Rede Nacional -, acumulando reportagens especiais para o Globo Repórter, gravadas em lugares como Romênia, Noruega, Havaí, Madagascar, Ilhas Canárias, Ilha da Madeira, Paraguai e, recentemente, República Dominicana.

Ao longo da carreira, enfrentou ainda um dos maiores desafios: trabalhar durante a pandemia em casa. Com mais de 60 anos e seguindo protocolos rigorosos de segurança, se reinventou, aprendeu e transformou sua residência em uma redação própria: “Só não editei de casa, mas produzi, fiz reportagens e entrei ao vivo em Rede Nacional.

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