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Direitos da classe trabalhadora motivam lançamento do Plebiscito Popular em Salvador

 Direitos da classe trabalhadora motivam lançamento do Plebiscito Popular em Salvador

Foto: Divulgação

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Movimentos populares, sindicatos, partidos e organizações da sociedade civil promovem neste sábado (24), em Salvador, o lançamento do Plebiscito Popular por Direitos. A atividade está agendada para as 10h, na Praça da Piedade, localizada no centro da capital baiana.

A ação integra uma campanha nacional que busca ouvir a população sobre três pautas prioritárias: a diminuição da carga horária de trabalho sem redução de salário, o fim da jornada 6×1 e a taxação de grandes fortunas — mais especificamente, de pessoas com rendimentos mensais acima de R$ 50 mil — além da isenção de Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Este evento em Salvador é apenas um entre vários programados para ocorrer em todo o país ao longo do ano.

Entenda o plebiscito popular
O plebiscito popular é uma consulta direta à população, organizada por setores da sociedade civil. Embora não tenha caráter oficial, seu intuito é pressionar os poderes constituídos a debater e votar temas de interesse coletivo. A partir dos próximos meses, serão realizadas votações simbólicas e discussões públicas em escolas, sindicatos, bairros e locais de trabalho.

“A proposta reúne movimentos sociais, centrais sindicais, artistas, partidos e diversas organizações populares. Trata de temas em discussão no Congresso Nacional, mas que dificilmente serão aprovados sem pressão social”, afirma Caio Botelho, secretário de Movimentos Sociais do PCdoB na Bahia.

Demandas centrais
Um dos principais pontos defendidos pela mobilização é o fim da escala 6×1, que exige do trabalhador ou trabalhadora seis dias de expediente para apenas um de folga. De acordo com os organizadores, esse modelo afeta a saúde física e mental e dificulta a convivência familiar e social.

“O plebiscito será um instrumento importante para dialogar com a classe trabalhadora em todos os níveis. Aborda temas que fazem parte do cotidiano, como o excesso de jornada e a injustiça tributária”, destaca Lucinha do MST, secretária Nacional de Movimentos Populares do PT.

Para Gustavo Mascarenhas, da Frente Povo Sem Medo, o plebiscito popular também cumpre o papel de mobilizar e conscientizar. “O fim da escala 6×1 é, hoje, uma das pautas mais urgentes do país. O plebiscito é uma forma de garantir participação direta da população nas decisões que afetam sua vida.”

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