Dez pessoas ficam feridas após ataque de piranhas em rio da Bahia
Foto: Redes Sociais
Pelo menos dez pessoas ficaram feridas após um ataque de piranhas registrado no domingo (25), em um trecho do Rio Paraguaçu localizado no distrito de João Amaro, no município de Iaçu, a cerca de 170 quilômetros de Feira de Santana. O episódio aconteceu durante o dia, e os banhistas atingidos foram orientados a buscar atendimento médico em unidades de saúde.
Imagens compartilhadas nas redes sociais indicam que as vítimas sofreram mordidas, principalmente nos pés. Em nota enviada ao g1, a Prefeitura de Iaçu informou que o distrito costuma receber grande fluxo de visitantes da região, sobretudo no período de férias. “Em alguns fins de semana, cerca de duas mil pessoas costumam visitar o local para banho no rio”, afirmou a gestão municipal.
Ainda de acordo com a administração municipal, a área afetada deverá ser interditada para banho, e um estudo técnico foi solicitado para investigar as causas do ataque. “Placas de sinalização também serão confeccionadas para informar a população sobre os riscos”, acrescentou.
A Prefeitura destacou que o surgimento das piranhas no local é recente e tem provocado apreensão entre os moradores. Diante da situação, um quiosque que funciona na região divulgou um aviso alertando frequentadores sobre o ocorrido.
Como ação preventiva, o estabelecimento informou a suspensão temporária do uso de sombreiros, “com o objetivo de evitar a permanência de novos banhistas no local até que a situação seja avaliada e controlada”. O caso continua sendo monitorado pelas autoridades municipais.
Conforme apuração da TV Subaé, afiliada da Rede Bahia, um ambientalista explicou que a presença de piranhas-prata no Rio Paraguaçu é comum.
O especialista ressaltou, no entanto, que ataques a banhistas não são frequentes. Entre os fatores que podem contribuir para esse comportamento estão a existência de animais mortos na água, temperaturas elevadas – que podem provocar estresse nos peixes -, agressões de outros peixes às piranhas e a coloração escura da água, que dificulta a identificação durante os ataques.