Daniela Mercury e Ju Moraes participam de campanha da Defensoria Pública no Carnaval 2026
Foto: Dedeco Macedo e Mateus Bonfim
Com o lema “Na folia, conte com a Defensoria”, já está nas ruas a campanha que reúne as ações da Defensoria Pública do Estado da Bahia para o Plantão do Carnaval 2026. A iniciativa tem como eixo principal o combate à violência contra a mulher e conta com a participação das artistas baianas Daniela Mercury e Ju Moraes como porta-vozes, reforçando a ideia de que o Carnaval deve ser vivido com alegria, respeito e garantia de direitos.
Para 2026, a Defensoria anuncia uma ampliação expressiva da atuação durante a maior festa popular do país. As novidades foram apresentadas durante o evento de lançamento da campanha, realizado na manhã desta segunda-feira (9), na sede administrativa da instituição. Ao todo, o Plantão contará com 84 defensoras e defensores públicos, além de 83 servidoras e servidores dedicados exclusivamente às atividades do período carnavalesco. Serão formadas 88 equipes de itinerância, assegurando presença nos circuitos oficiais e em pontos estratégicos da cidade, com funcionamento em 11 locais de atendimento.
“No Carnaval, nossa missão é garantir alegria sem violação dos direitos humanos. A Defensoria estará nas ruas para proteger mulheres, crianças, adolescentes, pessoas com deficiência, população LGBT+, pessoas em situação de rua e trabalhadores da festa, sempre com tratamento digno, humano e acesso à justiça”, afirmou a defensora pública-geral do Estado, Camila Canário.
Presente no lançamento, o vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, que atua pela quarta vez como coordenador do Carnaval pelo Governo do Estado, ressaltou a relevância institucional da Defensoria Pública. “Se existe uma instituição que merece o respeito dos baianos e das baianas, e reconhecimento também no cenário nacional, é a Defensoria Pública do Estado da Bahia. O Carnaval é das pessoas e não combina com racismo, violência ou exclusão”, declarou.
A coordenadora-geral do Plantão do Carnaval, Laíssa Rocha, chamou atenção para o contexto preocupante que motivou a campanha. “Somente no primeiro semestre de 2025, foram registrados 718 feminicídios no Brasil, uma mídia de quatro mulheres mortas por dia. Na Bahia, 97 mulheres foram mortas no último ano. O Plantão foi estruturado para enfrentar essa realidade, rompendo com condutas violentas que foram naturalizadas”, mencionando.