Conflito entre EUA e China pode afetar economia brasileira, alertam assessores de Lula
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O agravamento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China elevou significativamente o risco de um crescimento econômico fraco no Brasil ao longo deste ano.
A análise parte de assessores do presidente Lula, que já preveem uma possível recessão em algumas economias globais no último trimestre de 2025 — embora não incluam o Brasil nesse cenário, conforme informações do g1.
Segundo esses técnicos, o país conta com certa proteção graças à força do mercado interno e ao volume robusto de reservas internacionais, o que deve amenizar os impactos negativos do conflito comercial externo.
A projeção é que o Brasil sinta menos os efeitos da desaceleração econômica global do que países como Estados Unidos, México e Canadá, que estariam mais suscetíveis a uma recessão nos próximos meses.
Apesar disso, o ritmo de crescimento por aqui deve ficar bem aquém do esperado inicialmente pela equipe econômica, que projetava uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) próxima de 2,1%. O presidente Lula chegou a mencionar a possibilidade de crescimento acima de 2,5%.
Antes da intensificação das disputas comerciais, o Banco Central já havia revisado a previsão para o PIB brasileiro, reduzindo-a para 1,9%. Agora, com o novo cenário internacional, essa estimativa pode ser revista novamente para baixo.