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Comissão da Câmara decide suspender vistoria na cela de Bolsonaro

 Comissão da Câmara decide suspender vistoria na cela de Bolsonaro

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados desistiu, na manhã desta quinta-feira (11), de realizar a inspeção que havia sido autorizada para a cela onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está preso, na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. A vistoria ocorreria hoje, mas foi interrompida por decisão do presidente do colegiado, deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP).

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses, após ter sido condenado por chefiar uma articulação golpista. Desde as primeiras horas do dia, houve uma movimentação incomum na sede da PF, diante da expectativa de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permita que o ex-presidente deixe o local para passar por procedimentos cirúrgicos no hospital DF Star. A defesa também aguarda um posicionamento sobre o pedido de prisão domiciliar humanitária.

Em entrevista ao Metrópoles, Bilynskyj informou que a comissão não pretende fazer a inspeção nesta semana. Ele explicou que Moraes autorizou a fiscalização exatamente para o mesmo dia e horário em que Bolsonaro receberia uma visita da família, o que, segundo o deputado, inviabiliza a ida dos parlamentares.

“Quando o ministro autorizou a visita para a fiscalização das condições de prisão do presidente, ele designou para quinta-feira no mesmo horário. Ou seja, ele retirou a visita que o presidente teria da família para que fosse feita a fiscalização”, afirmou o parlamentar.

O deputado argumentou ainda que não seria apropriado ocupar o período reservado aos familiares com uma atividade de fiscalização. Por isso, Bilynskyj enviou um ofício ao STF comunicando oficialmente o cancelamento da visita e pedindo que seja marcada uma nova data, desde que não interfira nos horários de visita da família.

A inspeção havia sido requerida pelo próprio presidente da comissão para verificar as condições da cela. Moraes autorizou a atividade na sexta-feira (05), impondo regras rígidas, como a proibição do uso de celulares, além de fotos e gravações.

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