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CHAFURDANDO NA LAMA

 CHAFURDANDO NA LAMA
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COLUNA WENSE: Até que ponto chegamos: um escândalo atrás do outro envolvendo os Poderes da República. O Brasil se mantendo na sua pior posição no ranking global de corrupção, caso Master, roubalheira no INSS, emendas parlamentares sem prestação de contas, familiares de ministros do STF tendo que dar explicações à Justiça, ministro do STJ acusado de assédio sexual e ex-presidente da República preso por tentativa de golpe de Estado. Como não bastasse, o retorno triunfal da injusta expressão de que “na política só tem ladrão”. Não é bem assim. Temos políticos com P maiúsculo, dignos homens públicos, infelizmente poucos. O nosso Brasil não merece estar chafurdado na lama. Os religiosos costumam dizer que “só Deus na causa”.

O vereador Clodovil, eleito pelo PL de Itabuna, vai apoiar a primeira-dama Andrea Castro, pré-candidata à Assembleia Legislativa do Estado. Andrea e o prefeito Augusto Castro têm como abrigo partidário o PSD.

O problema é que o engenheiro Chico França, dirigente-mor do PL, partido do clã Bolsonaro, postula uma vaga no Parlamento estadual. O edil ficou irritado com Chico, que deu nota 2 ao “companheiro” de sigla. Correligionários mais próximos de Chico França são da opinião de que existe outro motivo para o apoio de Clodovil à pré-candidatura da primeira-dama. Alguns defendem a abertura de um procedimento interno para dar início a um processo por infidelidade partidária. O imbróglio só está começando.

Em entrevista ontem à imprensa, segunda-feira, 9 de fevereiro, o governador Jerônimo Rodrigues (PT-reeleição) disse que o anúncio da chapa majoritária será em abril. Mas o que chamou atenção foi o chefe do cobiçado Palácio de Ondina dizer que o governo “está avaliando a participação dos partidos aliados na composição da majoritária”. Ora, ora, se está tudo definido, que avaliação é essa? Que legendas aliadas são essas? A chapa é puro-sangue petista. A indicação do vice é do MDB. Não acredito que o lulopetismo vai ter a coragem de enfrentar os irmãos Vieira Lima, Geddel e Lúcio. Já basta o imbróglio com o senador Angelo Coronel.

“Coronel é página virada”, diz o senador Jaques Wagner (PT). O mundo da política é mesmo movediço, cruel e traiçoeiro. As apunhaladas são pelas costas, sem dó e piedade. Ao defender que o vice de Jerônimo Rodrigues seja do MDB, Wagner procura não ficar isolado, já que Rui Costa, pré-candidato a senador, está cada vez mais próximo do Avante do empresário Ronaldo Carletto, que pode ser seu suplente. Wagner disse que “em time que está ganhando, não se mexe”. E por que defenestraram Angelo Coronel da majoritária? Esse Wagner não é fácil. Não à toa que é considerado o “bruxo” da política da Boa Terra. Lembrando que o relacionamento político entre Wagner e Rui, o criador e a criatura, já faz um bom tempo arranhado.

 

COLUNA WENSE, QUARTA-FEIRA, 11 DE FEVEREIRO DE 2026.

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