Cerca de 40% dos lares baianos enfrentam fome, informa IBGE
Foto: Roberto Dziura Junior/AEN
A falta de comida continua sendo um desafio crucial na Bahia, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , divulgados na última sexta-feira (10).
Embora o Brasil tenha registrado uma queda na proporção de domicílios com algum grau de insegurança alimentar, de 27,6% em 2023 para 24,2% em 2024, o estado baiano ainda apresenta índices elevados em comparação com outros estados.
Mariana Viveiros, Supervisora de Divulgação de Informações do IBGE na Bahia, destacou que quase 4 em cada 10 domicílios não apresentam algum grau de insegurança alimentar, totalizando cerca de 2,1 milhões de lares.
“É claro que metade desses domicílios estão na insegurança leve, mas ainda assim é algo preocupante, algo que precisa ser distribuído, porque significa que as pessoas ali em preocupação permanente com a quantidade de comida, se a quantidade de comida vai dar para suprir as necessidades das famílias”, explicou ela.
“E, embora esse número, a proporção e o número de domicílios em algum grau de insegurança alimentar venha caindo, está aí no seu menor patamar em 20 anos, ainda é uma quantidade importante de domicílios”, complementou a supervisora.
Mariana ainda ressaltou a gravidade da situação na Bahia, que, apesar de ter uma quarta maior população do país, ocupa o segundo lugar em número absoluto de pessoas que vivem em domicílios com algum grau de insegurança alimentar.
“A Bahia, que tem a quarta maior população, ela tem o segundo maior número de pessoas que vivem em domicílios em que há algum grau de insegurança alimentar, inclusive acho que vive nos 304 mil domicílios, que são mais ou menos 5% dos domicílios baianos em que há insegurança alimentar grave. Ou seja, faltou comida para as pessoas que moram ali, inclusive as crianças, depois de ter fome”, afirmou.