15 de fevereiro de 2026
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Calor intenso na Bahia coloca autoridades em alerta para impactos à saúde

 Calor intenso na Bahia coloca autoridades em alerta para impactos à saúde

Foto: Divulgação

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Com a Bahia atravessando uma sequência de dias com temperaturas elevadas e figurando entre os estados mais quentes do país, especialistas em saúde chamam a atenção para os perigos do calor extremo e a necessidade de cuidados preventivos. Informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que cidades do interior baiano, como Ibotirama, Curaçá e Euclides da Cunha, registraram temperaturas acima dos 38 °C durante a mais recente onda de calor, com sensação térmica ainda mais elevada. Esse cenário amplia os riscos de desidratação, exaustão e falência térmica, sobretudo entre idosos e pessoas com doenças crônicas.

De acordo com o médico clínico da Hapvida, Rafael Catramby, o corpo humano dispõe de mecanismos naturais para manter a temperatura interna entre 36,5 °C e 37,5 °C. “Quando somos expostos ao calor, o corpo ativa respostas como sudorese, dilatação dos vasos sanguíneos e aumento da frequência cardíaca para dissipar o calor. Enquanto esses mecanismos funcionam, o desconforto é tolerável. O problema surge quando a exposição é intensa ou prolongada, ou quando a sensação térmica ultrapassa os 40 °C, momento em que esses sistemas podem falhar e o risco à saúde se torna real”, explica.

Entre os principais sinais de alerta estão dor de cabeça intensa, confusão mental, desorientação, sonolência ou agitação, fraqueza, fadiga, palpitações, queda da pressão arterial, convulsões, dor no peito e sensação de desmaio. Diante desses sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.

Os efeitos do calor excessivo tendem a ser mais graves em idosos e em pessoas com condições como hipertensão, diabetes, doenças renais e cardíacas. Segundo o médico, nesses casos a capacidade de adaptação do organismo é reduzida. “A reserva funcional é reduzida, e qualquer desequilíbrio pode evoluir mais rapidamente para quadros graves. Por isso, a hidratação frequente, o controle dos horários de medicamentos, a observação de mudanças de comportamento e a redução da exposição ao sol são medidas essenciais”, reforça.

No cotidiano, cuidados simples ajudam a minimizar os riscos, como optar por roupas leves, permanecer em locais bem ventilados, beber água ao longo do dia — mesmo sem sentir sede -, usar protetor solar e evitar atividades físicas mais intensas entre 10h e 16h. Também é indicado tomar banhos em temperatura ambiente, evitando extremos.

Rafael Catramby alerta ainda para práticas equivocadas comuns nesse período. “Banhos muito gelados provocam vasoconstrição súbita e podem causar choque térmico. Já o consumo de bebidas alcoólicas acelera a desidratação e cria uma falsa sensação de alívio, quando, na verdade, piora o quadro”, orienta.

Caso surjam sinais como sudorese excessiva, mal-estar persistente, dor de cabeça, confusão mental ou desorientação, a pessoa deve buscar uma unidade de saúde. Em situações mais graves, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo número 192.

“A principal orientação é prudência. Planejar as atividades, respeitar os limites do corpo e proteger os mais vulneráveis são atitudes fundamentais. O calor extremo pode causar danos silenciosos, e informação de qualidade é uma das principais ferramentas de prevenção”, conclui Rafael.

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