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Base do governo solicita indiciamento de Bolsonaro na CPMI do INSS

 Base do governo solicita indiciamento de Bolsonaro na CPMI do INSS

Foto: Lula Marques

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A base governista no Congresso Nacional apresentou um relatório à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS em contraposição ao parecer do relator, Alfredo Gaspar (PL-AL), divulgado na manhã desta sexta-feira (27). O documento sugere o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, apontado como líder de uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes em descontos associativos do INSS.

Segundo informações da Agência Brasil, além dele, o parecer também inclui o senador Flávio Bolsonaro, indicado por organização criminosa. No total, o relatório solicita o indiciamento ou o encaminhamento de 201 nomes à Polícia Federal para aprofundamento das investigações.

Integrante da CPMI, o deputado Paulo Pimenta afirmou que alterações realizadas durante a gestão Bolsonaro teriam facilitado a atuação de entidades associativas nas fraudes relacionadas aos descontos do INSS.

“Em 2019, no governo Bolsonaro, começam a ocorrer as grandes mudanças internas, com a publicação de portarias, de decreto, que vão cada vez mais abrindo a possibilidade para que outras instituições e entidades pudessem fazer descontos de aposentados e pensionistas”, disse.

Do total de envolvidos, 130 têm pedido de indiciamento – incluindo agentes públicos e privados – enquanto outros 71 casos foram encaminhados à Polícia Federal (PF) para aprofundamento das investigações, sendo 62 pessoas físicas e 9 jurídicas. Entre os citados estão ex-ministros, políticos, servidores do INSS, dirigentes de associações e assessores.

“As conclusões que nós chegamos são baseadas em documentos, em provas. As pessoas que nós estamos propondo um indiciamento são pessoas em que nós individualizamos as condutas e conseguimos demonstrar de forma categórica os crimes que elas cometeram”, disse.

O parlamentar também destacou que não houve generalização nas acusações e reforçou que “não há tentativa de responsabilização de ninguém com o objetivo de fazer disputa política pré-eleitoral”.

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