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Base do governo na CPI do INSS impede convocação do irmão de Lula

 Base do governo na CPI do INSS impede convocação do irmão de Lula

Foto: Divulgação/Instituto Lula

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Por 19 votos a 11, os parlamentares da base governista na CPI mista do INSS barraram, nesta quinta-feira (16), a convocação de José Ferreira da Silva, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi).

O Sindnapi está entre as entidades investigadas por suposta participação em um esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários. Na semana passada, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação contra o grupo e obteve, por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o bloqueio de R$ 390 milhões em bens, segundo informações do g1.

Conhecido como “Frei Chico”, o irmão do presidente não é formalmente alvo das investigações da PF. Apesar da negativa da convocação nesta quinta-feira, a CPI ainda poderá analisar novos requerimentos para chamá-lo a depor.

Frei Chico tem sido um dos principais alvos da oposição na comissão, que busca associar o governo Lula ao caso das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No início dos trabalhos da CPI, parlamentares alinhados ao governo chegaram a afirmar que havia um acordo para concentrar as apurações nos dirigentes das entidades sob investigação e em autoridades ligadas à Previdência Social. Esse entendimento, rejeitado pela oposição e pelo Centrão, deixaria Frei Chico fora da lista de convocados.

Durante seu depoimento à CPI mista, o presidente do Sindnapi, Milton Baptista de Souza Filho, declarou que Frei Chico não exercia funções administrativas dentro do sindicato. Segundo ele, o papel do irmão de Lula era “político, de representação sindical”.

“Contrariando o meu advogado, eu quero dizer que ele nunca teve esse papel de administrativo no sindicato, só político, político de representação sindical. Nada mais do que isso. E não precisei, em nenhum momento, solicitar a ele que abrisse qualquer porta do governo”, afirmou o sindicalista, conhecido como Milton Cavalo.

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