Bahia e Maranhão unem forças em intercâmbio para fortalecer a cultura reggae
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Entre os dias 17 e 19 de julho, uma comitiva composta por 65 integrantes da cena reggae da Bahia participará do intercâmbio cultural Reggae Raiz – Conexão Bahia/Maranhão, realizado em São Luís (MA). A iniciativa reúne admiradores do gênero, músicos, empreendedores, colecionadores de discos de vinil, influenciadores digitais, coletivos e ativistas da cultura reggae com a proposta de estreitar os laços entre Bahia e Maranhão, estados reconhecidos por abrigarem dois dos principais movimentos regueiros do Brasil.
Partindo de Salvador, o grupo cumprirá uma programação que contempla visitas ao Museu do Reggae, ao Mercado Público, à Praça do Reggae e aos tradicionais bares de radiola, locais considerados referências na preservação e difusão da cultura reggae maranhense. A agenda inclui ainda a participação no Festival de Reggae de São Luís, que terá como destaque a primeira apresentação no Brasil do cantor e compositor jamaicano Horace Johnson.
A troca de experiências entre Bahia e Maranhão fortalece uma relação construída ao longo de muitos anos. Em ambos os estados, o reggae desenvolveu características próprias, estabeleceu conexões com a cultura afro-brasileira e consolidou-se como expressão de identidade, resistência e valorização da ancestralidade negra. O intercâmbio busca ampliar a circulação de artistas, iniciativas e manifestações culturais entre Salvador e São Luís, reforçando essa ligação histórica.
Segundo Albino Apolinário, presidente do bloco Reggae O Bloco e fundador do primeiro bar de reggae do Pelourinho, a iniciativa contribui para fortalecer uma manifestação cultural de resistência que ainda enfrenta invisibilidade e preconceito em diversos segmentos da sociedade.
Na Bahia, o reggae se consolidou em sintonia com os blocos afro, a música percussiva e artistas como Edson Gomes. Já no Maranhão, o ritmo conquistou reconhecimento nacional por meio da tradição das radiolas e da forte presença do gênero na identidade cultural do estado.
O jornalista, DJ, museólogo e diretor do Museu do Reggae do Maranhão, Ademar Danilo, ressalta que a presença da delegação baiana reforça a identidade afro-brasileira compartilhada por Salvador e São Luís, além de reafirmar o sentimento de pertencimento de uma população marcada pela diáspora africana