Após invasão na Câmara, Ricardo Almeida leva denúncia à Assembleia ao lado de vereadores
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A tensão registrada na Câmara Municipal de Salvador no último dia 22 de maio teve desdobramentos na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nesta terça-feira (27). O vereador Ricardo Almeida (DC), que ocupa o cargo de 2º secretário da CMS, compareceu à AL-BA para solicitar providências e uma investigação rigorosa sobre os autores e líderes da invasão que interrompeu uma sessão plenária no legislativo municipal.
O tumulto teve início quando um grupo formado por sindicalistas e militantes políticos adentrou o plenário durante a votação de uma pauta. A mobilização ganhou proporções violentas, com relatos de agressões físicas e verbais a parlamentares e servidores, além de danos ao patrimônio público, como cadeiras destruídas e portas arrombadas.
“A preocupação nossa com o que aconteceu no dia 22 de maio é que isso não seja um precedente para uma escalada de violência e interferência nos poderes constituídos. A manifestação na democracia é livre e deve ser respeitada desde que ela não contenha violência extrema, nem violência verbal ou física, como ficou claro naquela invasão na Câmara Municipal”, afirmou o vereador.
Ricardo Almeida também solicitou à presidência da Assembleia que apure a presença de deputados estaduais no local. De acordo com ele, alguns parlamentares teriam atuado não apenas como testemunhas, mas como incitadores da multidão contra a Câmara, o que, segundo suas palavras, representa um ataque à democracia.
O parlamentar qualificou o ocorrido como “um golpe contra a democracia” e destacou que sua visita à AL-BA teve como objetivo evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer. “Vimos servidores e servidoras agredidos, policiais militares agredidos, vereadores e vereadoras agredidos, a casa depredada e a democracia golpeada”, declarou.