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Ansiedade e cobrança: os desafios enfrentados por mulheres que tentam engravidar

 Ansiedade e cobrança: os desafios enfrentados por mulheres que tentam engravidar

Foto: Divulgação

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O desejo de ser mãe acompanha muitas mulheres, e o mês de maio costuma intensificar esse sentimento, especialmente por conta do Dia das Mães. No entanto, diante dos caminhos que a carreira profissional da mulher moderna pode tomar, esse sonho muitas vezes é adiado sem um planejamento prévio. Quando finalmente decidem tentar engravidar, muitas enfrentam perguntas insistentes sobre a chegada do bebê. As respostas, por sua vez, costumam vir carregadas de ansiedade, frustração e até certo constrangimento, reflexo de tentativas malsucedidas. Adiar a maternidade sem planejamento pode trazer consequências difíceis. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mulheres com dificuldade para engravidar apresentam cerca de 25% mais sintomas de depressão do que aquelas que não enfrentam esse obstáculo. “Essas mulheres podem ter ansiedade, entrar em depressão. Elas restringem tanto a vida e são tantas negativas mensais que entram em período crítico e desenvolvem crises de estresse elevado, que também podem comprometer o corpo físico”, afirma a Dra. Isa Rocha, do IVI Salvador.

O termo “tentante” se refere a todas as mulheres que estão no processo de tentar engravidar — seja por métodos naturais ou com apoio de tratamentos para fertilidade. De acordo com especialistas, um casal deve buscar orientação médica após um ano de tentativas sem sucesso. No caso de mulheres com mais de 35 anos, esse prazo é reduzido para seis meses. Durante o período fértil, um casal tem em média 20% de chances de conseguir uma gestação. No entanto, essas probabilidades diminuem com a idade: entre 26 e 30 anos, a chance é de cerca de 18%; dos 31 aos 35, cai para 15%.

Além daquelas que ainda não passaram do primeiro ano de tentativas, há também mulheres que já identificaram algum fator de infertilidade e iniciaram tratamentos especializados para engravidar. A reprodução assistida oferece diversas alternativas, adaptadas a cada situação. Um dos caminhos possíveis é a inseminação artificial, que apresenta taxas de sucesso entre 10% e 20%. Vale lembrar, no entanto, que o resultado do procedimento pode ser afetado por fatores como hábitos de vida, alimentação, doenças pré-existentes, uso de medicamentos, entre outros. Já a Fertilização in Vitro (FIV), método mais comum atualmente, tem suas chances de sucesso diretamente ligadas à idade da mulher: entre aquelas com até 30 anos, a taxa pode variar de 60% a 70% por tentativa. “As mulheres não devem se deixar abater e com os avanços da medicina reprodutiva, as chances estão sendo ampliadas a cada dia”, ressalta a Dra. Isa.

Esse período de tentativas é uma fase delicada e significativa para o casal. O suporte emocional da família e de profissionais especializados é essencial, principalmente quando há a decisão de iniciar tratamentos para infertilidade. Também é importante que os casais compreendam, desde o início, quais são as reais possibilidades de sucesso dos procedimentos. Durante esse tempo, a vida muitas vezes gira em torno do ciclo menstrual, o que gera uma expectativa constante até a confirmação ou não de uma gravidez. Por isso, o acompanhamento com diferentes especialistas, inclusive psicólogos, pode fazer toda a diferença.

É importante que as tentantes compreendam que diversos elementos influenciam o processo de concepção. Para algumas, engravidar pode acontecer de forma rápida. Já para outras, o caminho pode ser mais longo. O papel do médico, nesse contexto, é investigar possíveis causas da dificuldade, que podem incluir fatores femininos, masculinos ou até o estilo de vida do casal. A fertilidade da mulher depende de aspectos como boa reserva ovariana, presença e funcionamento adequado do útero, trompas e ovários, ciclos menstruais regulares e equilíbrio hormonal. Já para os homens, é necessário que haja produção de espermatozoides em quantidade e qualidade adequadas, além da capacidade de ejacular.

A alimentação é outro fator que pode contribuir positivamente nesse processo. Escolher bem os alimentos ajuda a preparar o corpo para a gestação. A recomendação é reduzir significativamente o consumo de alimentos ricos em gordura, sódio e açúcar, priorizando frutas, verduras e legumes. Nutrientes como vitamina E, B6, Zinco e Ômega 3 também desempenham papel importante e estão presentes em carnes magras, sementes, peixes, frutas, castanhas e alimentos integrais, como os que contêm germe ou farelo de trigo. Vale lembrar que cada organismo tem necessidades diferentes, sendo o acompanhamento com um nutricionista indicado para um plano alimentar personalizado.

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